Sem empolgar ao longo da temporada, Daniel Farke deixa o Gladbach depois de um ano de trabalho
Daniel Farke ganhava uma boa chance após seu longo trabalho no Norwich, mas não emplacou no Gladbach
Durou apenas uma temporada a passagem de Daniel Farke pelo comando do Borussia Mönchengladbach. Nesta sexta-feira, a diretoria dos Potros anunciou a saída do comandante. Farke indicava ser uma aposta de longo prazo do Gladbach, depois de fazer um trabalho relevante no Norwich City, que levou duas vezes à primeira divisão do Campeonato Inglês – sem conseguir a manutenção na elite, é verdade. Contudo, os resultados no Borussia Park foram medianos, com um time que parecia acomodado, e o técnico não será mantido. Tudo indica que 2023/24 será um ano de reformulação para os alvinegros, também com as saídas de lideranças do elenco.
Antes de passar quatro anos no Norwich, Daniel Farke havia se credenciado como técnico da segunda equipe do Borussia Dortmund e do modesto Lippstadt, nas divisões de acesso. A chegada ao Gladbach proporcionava uma chance de trabalhar novamente na Alemanha seis anos depois de deixar seu país. Contudo, o desempenho dos Potros foi tímido sob suas ordens. Farke teve um aproveitamento de 43% dos pontos disputados e sequer brigou pela classificação às copas europeias até o final da Bundesliga.
Farke empolgou no começo de seu trabalho, com oito pontos nas primeiras quatro rodadas e um empate contra o Bayern de Munique. Entretanto, aos poucos, o time foi perdendo fôlego. Caiu na segunda fase da Copa da Alemanha para o Darmstadt. Também começou a conviver com as derrotas frequentes na Bundesliga. Depois de frequentar a zona de classificação para as copas europeias no início da liga, o Gladbach terminou o primeiro turno na nona posição. A oscilação não cessou na segunda metade da campanha, com apenas 18 pontos somados no segundo turno. O décimo lugar pareceu pouco para a qualidade do elenco. Os Potros ficaram a sete pontos da vaga nas copas europeias.
Outro detalhe que chama atenção na campanha do Gladbach é a discrepância de rendimento em casa e fora. Dos 43 pontos conquistados, 33 vieram no Borussia Park. Os Potros conquistaram dez vitórias em seus domínios – batendo Bayern de Munique, Borussia Dortmund e RB Leipzig. Por outro lado, só conseguiram um triunfo como visitantes, o que explica a oscilação excessiva sob as ordens de Farke. Foi o terceiro pior desempenho de toda a liga. Com um calendário menos cheio, diante da ausência nas copas europeias, era de se imaginar que os alvinegros produzissem mais. Faltou bem mais intensidade e energia ao longo da campanha.
Farke é a segunda aposta frustrada consecutiva do Gladbach para o seu comando técnico. Vale lembrar que na temporada anterior, em 2021/22, Adi Hütter também chegou sob grandes expectativas. Porém, ficou só um ano no Borussia Park, sem conseguir classificar o time para as copas europeias. O último grande trabalho no clube foi desempenhado por Marco Rose, que botou os Potros até nos mata-matas da Champions, apesar da queda abrupta de rendimento após sua saída anunciada rumo ao Borussia Dortmund.
Segundo a revista Kicker, o favorito para assumir o Gladbach é Gerardo Seoane. O suíço deixou o Bayer Leverkusen na zona de rebaixamento nesta temporada, mas tinha conseguido levar os Aspirinas à Champions e também vinha de um trabalho vitorioso à frente do Young Boys. Outros nomes cotados pelo clube são Oliver Glasner e Ralph Hasenhüttl.
O escolhido para o comando do Borussia Mönchengladbach precisará realizar um trabalho de recuperação do elenco, que perderá ao menos três referências – e isso depois da saída de Yann Sommer em janeiro. Lars Stindl resolveu deixar o clube onde viveu o auge de sua carreira e voltará para a região na qual cresceu, assinando com o Karlsruher, responsável por revelá-lo. Marcus Thuram e Ramy Bensebaini decidiram não renovar seus contratos e sairão de graça, ainda sem destino definido. Entre as novidades já garantidas está a permanência de Julian Weigl, contratado em definitivo junto ao Benfica após passar os últimos meses emprestado aos alvinegros.



