Bundesliga

Schalke 04 segue em queda livre, e Werder Bremen aproveita para engatar boa sequência

A tabela apresentava uma boa chance ao Schalke 04 de começar sua reação. Em casa, ainda que sem a vantagem da presença da torcida, enfrentaria o Werder Bremen, que luta contra o rebaixamento, e poderia por fim acabar com a longa sequência sem vitórias na Bundesliga. Em vez disso, o que se viu foi um Werder Bremen eficaz e fazendo o necessário para sair com o triunfo por 1 a 0, oferecimento de Leonardo Bittencourt, autor de uma pintura.

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O primeiro tempo foi quase todo do Werder Bremen. Com posse de bola superior a 70%, controlou como quis os donos da casa e lhes permitiu apenas uma finalização, fora do alvo. Por sua vez, criou oportunidades, sobretudo no contra-ataque, e assim conseguiu o seu gol.

Aos 32 minutos, Todibo segurou demais a bola no meio de campo, tentando sair jogando, e perdeu a posse. O contra-ataque que se seguiu durou pouco mais que alguns segundos. Leonardo Bittencourt recebeu na direita, ajeitou para dentro e bateu colocado, de esquerda, para acertar o ângulo superior direito de Nübel e fazer um golaço.

Vendo que seu plano inicial estava longe de funcionar, David Wagner voltou para o segundo tempo com alterações importantes. Todibo deixou o campo para a entrada de Oczipka, enquanto Rabbi Matondo deu lugar a Benito Raman. Com isso, o esquema também mudou. O 3-6-1 virou um 4-4-2 em losango, com Kenny e Miranda fazendo as laterais, Kabak e Sané na zaga, McKennie como meia mais recuado, Caligiuri pela direita e Oczipka pela esquerda, e Schöpf ocupava a posição mais avançada do diamante, atrás de Raman e Gregoritsch. Do lado do Werder Bremen, Bittencourt, lesionado, deixou o gramado para a entrada de Osako.

As mudanças de Wagner surtiram efeito, e o Schalke não só tomou para si a posse de bola, chegando a 57% ao longo de toda a segunda etapa, como também dominou as ações, com 11 finalizações contra apenas uma dos visitantes. Entretanto, a qualidade dessas chances não foi boa, e os anfitriões finalizaram a gol apenas uma vez.

Entendendo a melhora do Schalke, Florian Kohfeldt reforçou sua defesa aos 25 do segundo tempo. O atacante Sargent deu lugar ao meia defensivo Bargfrede, e assim os visitantes começavam a equilibrar mais o duelo e neutralizar as ações do time de Gelsenkirchen. Nos 15 minutos finais, o Werder ainda tentou executar a última parte de seu plano, aproveitando as brechas para buscar o segundo gol, mas o tento de Bittencourt no primeiro tempo bastou para a vitória.

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O triunfo é significativo ao Werder Bremen. Depois de perder por 4 a 1 para o Leverkusen no reinício da Bundesliga, a equipe não saiu mais derrotada. Nos últimos três jogos, conquistou vitórias contra Freiburg e Schalke, ambas como visitante, e segurou um empate sem gols contra o forte Borussia Mönchengladbach. A situação na tabela ainda é preocupante. O time ocupa a vice-lanterna, com 25 pontos, três a menos que o Mainz, que tem um jogo a mais e é o primeiro fora da zona de rebaixamento (lembrando que o 16º lugar leva a um playoff com o 3º colocado da Bundesliga 2).

Mais do que isso, o triunfo por 1 a 0 trouxe uma marca bastante positiva ao Werder Bremen. Pela primeira vez sob o comando de Kohfeldt, que chegou ao clube em 2017, a equipe encaixou uma sequência de três jogos sem sofrer gols.

Já o Schalke agoniza. A apática atuação no dérbi do Vale do Ruhr, que terminou em derrota por 4 a 0 para o Dortmund, foi apenas um aperitivo do péssimo momento que viria pela frente. Os comandados de David Wagner perderam todos os quatro jogos que disputaram desde a volta da Bundesliga.

Em queda livre, a equipe parece muito distante daquela que fez uma primeira metade de temporada tão boa. Em dezembro, à época da pausa de inverno, tinha os mesmos 30 pontos do Borussia Dortmund e estava a sete pontos do líder. Agora, sofre com 11 rodadas seguidas sem vitórias, tendo vencido pela última vez em 17 de janeiro, contra o Mönchengladbach. A 17 pontos do quarto colocado RB Leipzig, que ainda tem um jogo a menos, o que resta é sonhar com uma vaga na Liga Europa, mas mesmo isso está muito distante no momento.



Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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