Bundesliga

Parece bug de videogame: Goleiro do Mainz esquece a bola e chuta o vento, em lance muito bisonho

A Alemanha possui uma das melhores escolas de goleiro do mundo, isso é inegável. Basta ver o número de bons arqueiros formados nas últimas décadas, discípulos principalmente da “revolução” proporcionada por Sepp Maier. Mas isso não os torna imunes aos erros. E a rodada deste sábado na Bundesliga foi particularmente infeliz aos camisas 1. Quase todos os jogos tiveram ao menos uma falha clamorosa.

O lance mais bizarro, que mais parecia um bug de videogame, aconteceu no empate entre Borussia Mönchengladbach e Mainz 05, por 1 a 1. Aos 23 anos, Robin Zentner assumiu a meta dos alvirrubros nos últimos jogos, substituindo René Adler. E neste sábado, simplesmente não percebeu que a bola não estava em seus pés. Em um domínio simples, o jovem já olhava para frente, pensando na sequência da ação. Não reparou que a redonda tinha escapado. Chutou o vento e só então teve noção da besteira que ia fazendo. Por sorte, se recuperou a tempo, evitando o gol dos Potros.

A mesma felicidade não teve Yann Sommer, do outro lado do campo. O goleiro do Gladbach catou borboleta, permitiu que Abdou Diallo cabeceasse e segurou o rosto do adversário, pensando que fosse a bola, já dentro das redes. Ao menos, ele foi acompanhado por outros colegas, solidários na desgraça. Durante a vitória do Hamburgo por 3 a 1 sobre o Stuttgart, Ron-Robert Zieler foi com a mão mole defender a cobrança de falta de Aaron Hunt, se enroscou na trave e mandou para dentro do próprio patrimônio, abrindo o caminho dos Dinossauros. Já no empate por 1 a 1 entre Augsburg e Bayer Leverkusen, o que poderia ser uma grande defesa de Bernd Leno virou uma falha, espalmando a bola contra o próprio travessão e permitindo que Kevin Danso anotasse no rebote. Bons goleiros, todos no mesmo inferno astral.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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