Bundesliga

O Hertha causou problemas e merecia melhor sorte, mas acabou derrotado pelo Bayern

O Bayern de Munique já atravessou momentos melhores com Hansi Flick. Embora o time some cinco vitórias consecutivas na Bundesliga, o desempenho ainda oscila. O retorno de Joshua Kimmich é importante para auxiliar na organização, mas a qualidade ofensiva não pesa tanto nos últimos tempos. E, sem muito brilho, os bávaros cumpriram sua parte nesta sexta, em seu último jogo antes da viagem ao Mundial de Clubes. Com a equipe titular, o Bayern correu riscos na visita ao Hertha Berlim. Apesar da campanha fraca, os berlinenses fizeram um jogo equilibrado e tiveram chances para empatar. Ao final, pesou o tento de Coman para o triunfo por 1 a 0 dos alvirrubros, com direito a um pênalti desperdiçado por Lewandowski.

O primeiro goleiro a trabalhar no Estádio Olímpico foi Manuel Neuer. Logo aos três minutos, Dodi Lukebákio passou em velocidade pelo lado direito da defesa e bateu rasteiro, mas o arqueiro salvou com o pé. Leroy Sané logo responderia do outro lado, também parando em Rune Jarstein, e os minutos iniciais guardavam até certo equilíbrio. O Hertha se defendia bem e atacava com velocidade, explorando os famosos espaços nas costas da zaga bávara. Porém, aos 10, o Bayern ganhou uma chance de construir a vantagem, em pênalti cometido por Jarstein sobre Sané.

O goleiro havia tomado uma joelhada na cabeça, mas voltou ao gol e se tornou herói no lance. Redimiu-se ao acertar o canto e defender a cobrança de Robert Lewandowski – sem tanta força, mas bem colocada. Logo depois, Krzystof Piatek ainda bateria de fora da área e exigiu outra boa intervenção de Neuer. Porém, o Bayern não demorou a garantir a vitória. Aos 21, Kingsley Coman recebeu o passe de Thomas Müller pela esquerda. O caminho estava congestionado, mas o ponta chutou e a bola desviou, encobrindo Jarstein antes de entrar.

Não era a partida em ritmo mais alto, até pela neve que caía, mas o Bayern pôde exercer um domínio mais tranquilo na sequência do primeiro tempo. Jarstein evitaria o segundo gol de Coman, assim como a zaga do Hertha travaria uma sequência perigosa. Lewandowski vivia noite apagada e, quando apareceu novamente, sua cabeçada foi para fora. Os berlinenses ainda pareciam capazes de causar problemas nos contra-ataques, mas Piatek perdeu a melhor chance antes do intervalo, chutando muito mal. De qualquer maneira, os erros alvirrubros eram mais gritantes, com Lewandowski e Coman perdoando em ótimas condições.

Na volta ao segundo tempo, Jarstein teria trabalho novamente logo de cara, evitando o gol de Serge Gnabry. Entretanto, não seria uma atuação brilhante. O Bayern tinha o controle do jogo, mas não a agressividade que se esperava, sem que as individualidades preponderassem. Com a defesa bem encaixada, o Hertha ainda tinha esperanças de fazer algo na base dos contra-ataques. A equipe da casa chegou a ter um gol anulado aos 19 minutos, com Nemanja Radonjic saindo bem do banco em sua estreia, trazido por empréstimo do Olympique de Marseille.

O Bayern criava pouquíssimo, apesar da posse de bola. Lewandowski tentava vez ou outra, mas seguia frustrado por Jarstein. O placar ainda era perigoso. Do outro lado, Pál Dardai também promoveu a estreia do recém-contratado Sami Khedira. E se alguém parecia mais propenso a marcar um gol no fim, era o Hertha. Radonjic continuava causando problemas constantes. Já a melhor chance veio aos 44, quando Matteo Guendouzi deu um passe em profundidade para Matheus Cunha. O atacante ficou sozinho com Neuer e deu um leve toque por cima, na saída do goleiro, mas errou o alvo. Foi a melhor oportunidade ao empate.

O Bayern de Munique abre a rodada com 48 pontos, dez de vantagem sobre o RB Leipzig. Vai tranquilo ao Mundial de Clubes, mesmo sem convencer como antes. O Hertha, por sua vez, continua numa situação limítrofe. É o 15° colocado, fora da zona dos playoffs contra o rebaixamento apenas pelo saldo de gols. A postura desta sexta e a estreia dos novos reforços, ao menos, traz esperanças de uma metade final de campanha mais tranquila.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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