Bundesliga

O Freiburg arrancou um empate emocionante na Allianz Arena, aumentando os questionamentos sobre o Bayern

Qual a motivação do Bayern de Munique na temporada? Anda difícil identificar as perspectivas dos bávaros, diante de resultados tão inconsistentes durante as últimas semanas. O trabalho coletivo de Niko Kovac deixa muito a desejar e a agressividade, tão comum em outros tempos, mal se nota. O resultado da decepção se repetiu neste sábado, dentro da Allianz Arena. Contra o Freiburg, um adversário que costumam atropelar, os bávaros não foram além do empate por 1 a 1. Gosto amargo pelo gol sofrido no fim, mas ainda mais pelas deficiências que atravancam o desempenho dos hexacampeões.

O Bayern começou bem o jogo. Pressionava no campo de ataque e rondava a área do Freiburg, embora não demonstrasse grande agressividade. Os visitantes faziam um grande trabalho na defesa e bloqueavam diversos chutes. O domínio dos bávaros só começou a ser transformar em chances concretas a partir dos 25 minutos, embora o ataque não aproveitasse da melhor forma. Robert Lewandowski teve a chance mais clara e, no mano a mano, parou no goleiro Alexander Schwolow. Faltava um pouco mais de qualidade na criação, para encontrar espaços claros na defesa adversária.

Na volta ao segundo tempo, o Freiburg começou a se soltar mais e, entre boas chances criadas nos primeiros minutos, teve um gol bem anulado pela arbitragem. Kovac tentou aumentar a ofensividade do Bayern com suas alterações, mas o gol dependeria de um dos titulares. Mesmo sem viver sua jornada mais inspirada, Serge Gnabry mais uma vez se destacou e abriu o placar em um lampejo, aos 35 minutos. Boa jogada individual para explorar as brechas na zaga e bater no canto de Schwolow. Só que a alegria dos bávaros não durou tanto. Nove minutos depois, saiu o empate. Bola longa de Christian Günter para Lucas Höler, que fez seu papel de centroavante ao se esticar e balançar as redes de Manuel Neuer. Não haveria tempo para reação dos anfitriões.

A situação na tabela é o de menos ao Bayern. O time ocupa a segunda colocação, com 20 pontos, quatro a menos que o líder Borussia Dortmund. Na sequência da rodada, no máximo, pode ser igualado por Werder Bremen e Borussia Mönchengladbach. O incômodo se dá mesmo pela falta de futebol, ainda mais contra oponentes que os bávaros se acostumaram a golear. O Freiburg é um desses, atualmente na décima posição. Não é um time brilhante, mas conta com o bom trabalho de Christian Streich para se manter na elite. E neste sábado, o comandante demonstrou ter mais recursos que Niko Kovac para o empate.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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