Bundesliga

No clássico do desespero, o Werder Bremen afundou um pouco mais o Hamburgo

Werder Bremen e Hamburgo passam por um momento que em nada corresponde à tradição de ambos os clubes ou às suas trajetórias gloriosas. Se há menos de uma década os rivais protagonizavam uma semifinal de Copa da Uefa, deixando Milan e Manchester City pelo caminho, atualmente a principal disputa se concentra em ver qual será o próximo rebaixado à segunda divisão da Bundesliga. E neste sábado, os Verdes deram um empurrãozinho sobre os Dinossauros rumo à degola inédita. Em clássico disputado no Weserstadion, a vitória do Bremen por 1 a 0 complica o HSV.

Dominando a posse de bola e as finalizações, o Werder Bremen precisou perseverar até os 41 do segundo tempo para garantir o triunfo. O gol saiu a partir de uma roubada de bola de Philipp Bargfrede, tocando a Aron Jóhannsson. O americano bateu por baixo do goleiro Christian Mathenia e, na tentativa de salvar em cima da linha, Rick van Drongelen acabou marcando contra. Já o suficiente para levar a torcida da casa à loucura.

O Werder Bremen se recupera na Bundesliga. São três vitórias nas últimas quatro rodadas, se distanciando da zona de rebaixamento. Os Verdes somam 26 pontos, dois acima do Mainz 05, que aparece na zona dos playoffs contra o descenso. Já o Hamburgo vê sua situação ficar cada vez mais nebulosa, na zona da queda direta. Os Dinossauros ocupam a penúltima posição e desperdiçaram uma oportunidade de ouro neste sábado. Têm 17 pontos, a sete do mínimo respiro, e veem o lanterna Colônia surgir ao encalço. A segunda chance recebida em 2014 e 2015, quando o HSV jogou a repescagem contra o terceiro colocado da segundona e se salvou, soa dificílima a um time que não sabe o que é vencer desde novembro.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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