Ninguém para! Leverkusen vira em três minutos e segue invicto após fico de Alonso
Parecia que perderia, mas não perdeu: Bayer Leverkusen vence Hoffenheim de virada
Tudo indicava que o único invicto das grandes ligas europeias ia sucumbir neste sábado (30). O relógio já passava dos 40 minutos, os acréscimos estavam chegando e o Hoffenheim vencia por 1 a 0 na Bay Arena, onde se fechou quase perfeitamente – quando errou, Oliver Baumann apareceu para defender – e abriu o placar com Maximilian Beier. Até que, aos 42 da etapa final, após escanteio curto, o jovem craque Florian Wirtz levantou na segunda trave, Jonathan Tah desviou para o meio da área e Robert Andrich estufou as redes. O estádio virou um caldeirão e, assim que começou o tempo extra, Patrik Schick marcou e confirmou mais uma vitória na Bundesliga. São 38 jogos de invencibilidade na temporada 2023/24.
Por quase todo o tempo, o Bayer Leverkusen sofreu demais para furar o bloqueio do Hoffenheim. No primeiro tempo, não tão incisivo, criou pouco. Para o segundo, as finalizações eram bloqueadas frequentemente ou contavam com a intervenção essencial de Baumann. A partir de mudanças cada vez mais ofensivas do técnico espanhol a vitória foi construída. Um dia depois de Alonso confirmar que permanecerá em Leverkusen para próxima temporada, mesmo com o assédio de Liverpool e Bayern de Munique.
Após 27 rodadas, o título nacional parece cada vez mais próximo. Com um jogo a mais, tem 13 a mais que o Bayern, que joga ainda hoje contra o Borussia Dortmund.
Hoffenheim surpreende ao abrir o placar
O primeiro tempo entre Bayer e Hoffenheim é um exemplo de como o futebol moderno é escaço de espaços. Quando o time da casa tinha a bola, eram praticamente aglomerados os 20 atletas de linha em cerca de 30 metros. O trio de zaga ficava na intermediária ofensiva, tamanha a retranca visitante, que alternava baixar seu bloco defensivo em 5-4-1 ou 5-3-2 (Wout Weghorst fechava na dupla de ataque ou pelo lado). Por isso, os Aspirinas não encontravam espaço para atacar a profundidade com Patrik Schick, Jeremie Frimpong ou Alejandro Grimaldo e muito menos a entrelinha (espaço entre defesa e meio-campo) com Florian Wirtz ou Jonas Hofmann.
O único caminho encontrado nos minutos iniciais parecia ser finalizar de fora da área. Assim que Oliver Baumann trabalhou pela primeira vez em tentativa de Granit Xhaka, que voltaria a arriscar em outras oportunidades sem perigo. Wirtz também tentou dessa forma e a bola passou perto da trave. O Leverkusen também buscava pressionar com muita intensidade e roubar no campo de ataque, próximo do gol. Forçou muitos erros do Hoffenheim, que apostava no chutão para afastar o perigo.
A partir da metade do jogo, a equipe da casa passou a dar mais a bola para o Hoffenheim e tentar contra-atacar. Também não deu certo e, aos 32, com espaço para sair jogando, o Hoffe abriu o placar com Beier. A jogada foi bem bonita, da defesa ao ataque de forma veloz, mais à esquerda. O camisa 14 tabelou com Weghorst, invadiu a área e cravou na saída de Lukás Hrádecky.
Irônico que com a vantagem o visitante acabou até cedendo mais espaços ao Bayer, que voltou a finalizar no gol depois de muito tempo em tentativas de Hofmann e Grimaldo (este, em um cruzamento que quase tomou o rumo das redes, impedido por Baumann). Quem mais se aproximou de igualar o placar foi Robert Andrich, em cabeçada sozinho na segunda trave para fora. Enquanto isso, em contra-ataques ou roubada de bola, quase a “zebra” do dia ampliou a vantagem, mas Weghorst mandou por cima do gol e Andrej Kramarić nas mãos de Hrádecky.
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Alterações ofensivas e pressão garantem vitória do Leverkusen
A postura do mandante não mudou para etapa final. Pressão, muita gente atacando e, ao mesmo tempo, cedendo espaço para alguns contra-ataques (pouco perigosos) ao adversário. O zagueiro pela esquerda Piero Hincapié teve uma mudança no seu posicionamento, ficando quase que como um meia pela esquerda enquanto Grimaldo dava amplitude por aquele lado.
A diferença dos 45 minutos finais foi o papel do capitão Baumann, que desandou a brilhar embaixo das traves. Defendeu várias tentativas de forma sensacional. Parou Wirtz em chute desviado, Grimaldo após finalização de longe, afastou cruzamentos e teve reflexo para tirar de forma consecutiva duas conclusões na área.
Enquanto isso, Xabi Alonso buscava alternativa no banco de reserva. Amine Adli entrou no lugar de Hofmann, depois tirou Hincapié para colocar Borja Inglesias, mais um centroavante para atuar ao lado de Schick.
A defesa visitante seguiu fazendo seu trabalho com perfeição. Bloqueava muitos chutes e, quando passou, Iglesias mandou uma bomba no travessão após cruzamento rasteiro. Até que, um escanteio curto mudou isso e Andrich apareceu na área para concluir. Depois, seria Schick que receberia cruzamento de Nathan Tella e viraria.
Tabela da Bundesliga
| # | Seleção | J | V | E | D | +/- | Pontos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 |
Bayern Munich |
13 | 10 | 3 | 0 | 31 | 33 |
| 2 |
Eintracht Frankfurt |
13 | 8 | 3 | 2 | 15 | 27 |
| 3 |
Bayer Leverkusen |
13 | 7 | 5 | 1 | 10 | 26 |
| 4 |
RB Leipzig |
13 | 7 | 3 | 3 | 7 | 24 |
| 5 |
Wolfsburg |
13 | 6 | 3 | 4 | 7 | 21 |
| 6 |
Borussia Dortmund |
13 | 6 | 3 | 4 | 4 | 21 |
| 7 |
SC Freiburg |
13 | 6 | 3 | 4 | 0 | 21 |
| 8 |
VfB Stuttgart |
13 | 5 | 5 | 3 | 3 | 20 |
| 9 |
Mainz |
13 | 5 | 4 | 4 | 5 | 19 |
| 10 |
Werder Bremen |
13 | 5 | 4 | 4 | -4 | 19 |
| 11 |
Borussia M'gladbach |
13 | 5 | 3 | 5 | 1 | 18 |
| 12 |
Union Berlin |
13 | 4 | 4 | 5 | -2 | 16 |
| 13 |
Augsburg |
13 | 4 | 4 | 5 | -9 | 16 |
| 14 |
TSG Hoffenheim |
13 | 3 | 4 | 6 | -7 | 13 |
| 15 |
St Pauli |
13 | 3 | 2 | 8 | -6 | 11 |
| 16 |
Heidenheim |
13 | 3 | 1 | 9 | -11 | 10 |
| 17 |
Holstein Kiel |
13 | 1 | 2 | 10 | -20 | 5 |
| 18 |
Bochum |
13 | 0 | 2 | 11 | -24 | 2 |



