Bundesliga

Leverkusen assegura a permanência de seu maior talento e renova com Wirtz até 2027

Depois de uma temporada em que se colocou como melhor meia da Bundesliga, Wirtz garante uma permanência mais longa na BayArena

Florian Wirtz está entre as maiores promessas do futebol alemão na atualidade. É um jogador muito jovem, mas já com ótimos momentos na Bundesliga e também futuro na seleção da Alemanha. E, diante das perspectivas futuras para o meia de 19 anos, o Bayer Leverkusen garante seu talento por mais algum tempo ao renovar o seu contrato. Nesta quinta-feira, os Aspirinas anunciaram a ampliação do vínculo do prodígio até 2027. Reconhecem seu trabalho com um aumento salarial, assim como podem se proteger com uma nova multa rescisória.

“Do meu ponto de vista, o desenvolvimento nos últimos dois anos foi quase de tirar o fôlego. Certamente não previa desta forma. Está claro para mim que tenho que agradecer à equipe por isso. Os rapazes são a principal razão pela qual me sinto bem aqui e tudo correu tão bem até agora. Há muito em nós e nesse clube. É isso que queremos mostrar aos torcedores do Leverkusen, assim como àqueles que não são”, declarou Wirtz, cujo o contrato anterior ia até 2026.

Já nos bastidores, o trabalho bem feito acabou compartilhado por dois ídolos: o velho craque Rudi Völler, que ocupa o posto de chefe-executivo do clube, e o ex-volante Simon Rolfes, que irá substituí-lo a partir de julho. “Fomos capazes de mostrar perspectivas importantes e convincentes a um dos melhores jogadores alemães da próxima década: acima de tudo, logicamente, um grande elenco que também revela as próprias forças de Florian”, afirmou Völler, que se aposentará da posição de dirigente aos 62 anos e ocupará cargos representativos.

Formado na base do Colônia, Wirtz chegou ao Leverkusen em janeiro de 2019. Naquele mesmo semestre, o jovem estreou pela equipe principal dos Aspirinas, quebrou recordes e até marcou o primeiro gol pela Bundesliga, num duelo contra o Bayern de Munique. Aos 17 anos, indicava que não esperaria para estourar. Em 2020/21, o meia já se colocou entre os principais jogadores do time e acumulou grandes atuações. Foram cinco gols e seis assistências em 29 aparições pelo Campeonato Alemão. Pois ele conseguiria se superar em 2021/22.

Wirtz foi o melhor meio-campista da última edição da Bundesliga, segundo a pontuação da revista Kicker, e o terceiro melhor jogador de linha do campeonato – só atrás de Robert Lewandowski e Nico Schlotterbeck. O adolescente conduziu a boa campanha do Leverkusen rumo à Champions, com muita influência no jogo ofensivo. Atuando majoritariamente como meia central, o jovem contribuiu com sete gols e dez assistências em 24 partidas. Brilhou contra adversários de peso. Uma pena que tenha se lesionado seriamente em março, com o rompimento dos ligamentos do joelho. A esta altura, ao menos, a vaga no G-4 estava próxima.

Wirtz passará os próximos meses ainda em recuperação. O Leverkusen sentiu o impacto de sua ausência e até modificou a maneira de atuar nesta reta final da Bundesliga. A contusão torna o garoto dúvida para a Copa do Mundo, após virar frequente nas convocações durante as Eliminatórias e participar de alguns jogos sob o comando de Hansi Flick, quase sempre saindo do banco. Presente ou não no Catar, se coloca como um talento para o futuro da Mannschaft.

A necessidade de renovação com o clube era clara diante do risco de perdê-lo. O Leverkusen fica tranquilo por mais tempo. A diretoria, aliás, merece elogios pela sua força recente na renovação de contratos. Os Aspirinas também asseguraram a permanência de Patrik Schick, até mais cotado para trocar de clube na próxima janela. Enquanto isso, Adam Hlozek surge como principal reforço ao setor ofensivo – outro jovem talento de 19 anos. Dá para aproveitar a atual geração por mais tempo, antes de buscar uma transferência abastada como foi a de Kai Havertz. A evolução do trabalho de Gerardo Seoane, iniciado na temporada passada, será das mais interessantes pela geração à disposição na BayArena.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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