Bundesliga

Isolado com Covid-19, Nagelsmann montou um centro de análise na cozinha: “Estou perto do chá”

Vacinado e se sentindo melhor, o técnico alemão acompanhará à distância o jogo do Bayern de Munique contra o Hoffenheim neste sábado

Julian Nagelsmann não comandou o Bayern de Munique contra o Benfica pela Champions League na última quarta-feira. Não estava se sentindo bem, segundo as primeiras informações, com algum tipo de resfriado. O tipo foi esclarecido pelo clube na última quinta-feira: está com Covid-19 e se isolará em sua casa nos próximos dias, o que significa que também não estará presente contra o Hoffenheim, pela Bundesliga, no sábado. Mas tudo bem porque ele montou um pequeno centro de análise na cozinha para acompanhar o jogo e mandar suas opiniões ao auxiliar técnico Dino Toppmölle.

Como está vacinado, Nagelsmann apresentou apenas sintomas leves da doença e já se sente bem melhor. “Não havia sintomas típicos do coronavírus. Os exames sempre davam negativos. Tive resfriados antes. Os sintomas diminuem, no entanto. Tive uma versão mais suave, essa é a parte boa da vacinação. Achei que estava com gripe, como muitas pessoas agora. Por causa do meu resfriado, fazia testes constantes. O teste positivo veio na manhã de quinta-feira. Antes disso, os testes foram negativos. Não tenho contato próximo com os jogadores desde terça-feira. Está tudo combinado com a secretaria de saúde. Não queria infectar ninguém por causa do meu resfriado, queremos manter todos os jogadores em forma”, afirmou, em uma aparição surpresa na entrevista coletiva pré-jogo.

Nagelsmann assistiu à goleada do Bayern de Munique sobre o Benfica por 4 a 0 do quarto do hotel e teve que se segurar para não ficar mandando mensagem o tempo inteiro para a comissão técnica. No fim de semana, estará em casa com toda a infraestrutura que a sua cozinha permite.

“A comunicação do hotel funcionou bem. Estive constantemente ligado na segunda parte. Queria escrever o tempo todo, tive que me conter, mas ainda tentei intervir. Eu montei um pequeno centro de análise com uma tela grande, um iPad e um laptop. A minha cozinha parece um data center, então estou perto do chá”, afirmou. “Eu também tenho um jardim onde posso me mover um pouco. Tenho que fazer isso também, por causa da trombose. Vou dar um passeio no jardim, ver o que as toupeiras estão fazendo”.

O jovem treinador de 34 anos deve ter ficado nervoso vendo o seu time empatar por 0 a 0 com o Benfica até os 25 minutos do segundo tempo, quando saiu o primeiro dos quatro gols. “Estava basicamente calmo. Tentei analisar. Quando você está lá ao vivo, as emoções fervem mais. Eu estava mais calmo no hotel. Vamos ver como será amanhã (sábado), isso também depende do andamento do jogo. Mas os que os meninos fizeram a partir dos 70 minutos foi muito forte e dominante”, disse. “Eu não entrei no intervalo, confio na minha equipe. A conexão no estádio nem sempre é boa também. Eles podem fazer isso muito bem por conta própria”.

Mesmo entusiasta da vacina, Nagelsmann não acredita que a imunização deveria ser obrigatória aos jogadores do Bayern de Munique que ainda não a receberam. “Penso que deveriam se vacinar, mas não existe vacinação obrigatória. Não vou forçar ninguém a fazer isso. Estamos fazendo uma recomendação”, explicou.

Após bons trabalhos por Hoffenheim e RB Leipzig, Nagelsmann assumiu o Bayern no começo desta temporada. Tem 11 vitórias, um empate e uma derrota por todas as competições, com sete goleadas.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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