Bundesliga

Havertz foi o pesadelo de Paulo Autuori, comandando uma virada impensável contra o Ludogorets

O Ludogorets Razgrad parecia pronto a conquistar um grande resultado nesta quinta-feira de Liga Europa. Os búlgaros tinham um jogo difícil pela frente, recebendo o Bayer Leverkusen. Ainda assim, o time de Paulo Autuori conseguiu abrir dois gols de vantagem. Tranquilidade que precedeu uma reação marcante dos Aspirinas, comandada por Kai Havertz. O meia, um dos principais prodígios do futebol alemão, arrebentou. Fez dois gols para dar o triunfo por 3 a 2 aos alemães e frustrar os planos do treinador brasileiro.

Em meia hora de jogo, o Ludogorets já tinha aberto a sua boa vantagem. O romeno Claudiu Keserü anotou o primeiro, enquanto o brasileiro Marcelinho ampliou. A reação do Leverkusen começou ainda no primeiro tempo, num chute de Havertz no canto do goleiro. Reforço dos alemães nesta temporada, o sueco Isaac Thelin foi o responsável por decretar o empate na segunda etapa. Já o melhor ficaria para o final, aos 25 minutos. Em um contra-ataque do Leverkusen, Havertz recebeu na entrada da área e, mesmo com três marcadores o cercando, deu um corte seco, antes de ajeitar o corpo e bater no cantinho. Gol de quem sabe, mesmo aos 19 anos.

Os dois brasileiros do Leverkusen foram titulares. Wendell atuou durante os 90 minutos e Paulinho saiu no intervalo, substituído por Kevin Volland. E em uma equipe de tantas promessas, Havertz mais uma vez se aponta como a realidade mais concreta dos Aspirinas, como já tinha sido em outros momentos. Os dois clubes estão no Grupo A, que ainda conta com Zürich e AEK Larnaca. Agora, o time de Heiko Herrlich volta suas atenções à Bundesliga. Depois de perder nas três primeiras rodadas, tenta se recuperar encarando o Mainz 05 na BayArena.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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