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Gvardiol: “Recebi uma proposta do Chelsea em janeiro e fiquei mexido, mas o Leipzig preferiu me manter”

O Chelsea fez uma oferta para Gvardiol perto do fechamento da janela e ele ficou balançado, mas aceitou a ideia de seguir no Leipzig e planeja até permanecer na próxima temporada

O investimento massivo do Chelsea em reforços na janela de janeiro poderia ter sido ainda maior. Foi o que revelou o zagueiro Josko Gvardiol, destaque da seleção da Croácia na Copa do Mundo. Segundo o beque, o RB Leipzig recebeu uma proposta dos Blues nos últimos dias antes do fechamento do mercado. O jogador de 21 anos não escondeu que ficou mexido com a possibilidade, mas os Touros Vermelhos optaram por preservá-lo no elenco. Ainda assim, Gvardiol enfatiza como disputar a Premier League está entre os principais objetivos de sua carreira profissional.

“Fiquei muito confuso, porque, um mês antes que a janela abrisse, estava com o diretor esportivo do Leipzig e ele me disse: ‘Sim, Josko, não vamos vendê-lo, precisamos de você, acreditamos em você’. E estava bem com isso, podia continuar, gosto do clube, só precisava fazer meu trabalho, jogar, vencer algo. Foi assim até os últimos dois dias da janela. Meu empresário me ligou e disse que o Chelsea estava muito interessado em mim. Lógico, você definitivamente pensa sobre uma oferta séria de um clube grande como o Chelsea”, comentou Gvardiol, em entrevista ao jornal The Times.

“O Leipzig disse que não queria me vender, no entanto. No fim das contas, eu realmente tive dificuldades para aceitar essa decisão, mas não chegamos a um acordo. É o que é. Estou aqui e estou bem com isso, porque minha ideia já era continuar no clube. Uma temporada não foi suficiente. Este é meu segundo ano, talvez ficar mais um seria ótimo, mas veremos o que acontecerá no futuro”, complementou.

Outro jogador do Leipzig que deve rumar ao Chelsea em breve é Christopher Nkunku, com contrato alinhado para a próxima temporada – embora não seja ainda oficial. Gvardiol elogiou bastante o companheiro, ausente por lesão: “Nunca vi um jogador como Christopher, ele é incrível. E sempre que falo algo com ele, eu digo: ‘Quero jogar com você por onde você for'”.

Gvardiol ainda disse que poderia ter ido para a Premier League antes de se mudar para a Bundesliga. O zagueiro recebeu uma proposta do Leeds United enquanto ainda estava no Dinamo Zagreb. No entanto, pelas perspectivas de desenvolvimento e de continuar figurando nas competições europeias, ele preferiu assinar com o RB Leipzig – aconselhado por Dani Olmo, seu companheiro desde o clube croata.

“Tive ofertas do Leeds e do Leipzig. O Leeds era treinado pelo Marcelo Bielsa. Não sei quão familiar soa isso, mas meu objetivo é atuar na Premier League. Não falei com Bielsa, mas ele mandou alguns de seus homens para Zagreb. Eu tive encontros com eles e me mostraram seus planos, como me viam inserido neles. Quando eles apresentaram isso para mim, tudo parecia ótimo, naquele momento eu me via ali”, explicou Gvardiol.

“Mas o Leipzig é, depois de tudo, um clube muito bom e me sinto bem sobre isso. O importante é que aqui posso disputar quase todos os jogos. Sou grato por Dani Olmo, que chegou antes de mim. Falei com ele muitas vezes antes de decidir assinar com o Leipzig. Mas, depois de duas semanas, disse para ele que queria voltar para a Croácia. Sabia da diferença entre o Campeonato Croata e o Alemão, mas minha nossa! Cheguei aqui e de repente tinha muita correria, bolas longas, pressão. Era muito para mim. Depois de três semanas é que se tornou normal”, finalizou o beque.

Gvardiol chegou ao RB Leipzig na temporada passada e se tornou um dos principais jogadores do time logo em seu primeiro ano, campeão da Copa da Alemanha pelos Touros Vermelhos. Sua projeção aumentou um pouco mais na atual temporada, em especial pelo sucesso que fez na Copa do Mundo, entre os melhores defensores do torneio. O croata de 21 anos custou €18,8 milhões à Red Bull, mas a estimativa é de que seu valor tenha quadruplicado desde então.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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