Bundesliga

Finja surpresa: Bayern passeia contra o Hertha e volta a abrir vantagem na liderança do Alemão

Alternando entre diferentes ritmos, o time de Nagelsmann não teve qualquer dificuldade em Berlim

Saber a hora de pisar fundo é uma noção inerente aos campeões. Em seu histórico recente na Bundesliga, o Bayern sempre teve uma ideia perfeita de quando deveria apertar o passo e quando poderia ir mais devagar, sem perder qualidade. Neste domingo (23), os bávaros superaram o Hertha por 4 a 1, em Berlim.

A vantagem na tabela em relação ao Dortmund voltou a ser de seis pontos, com igual número de partidas. O ponto para o Bayern é que, tirando os duelos diretos com os aurinegros, a diferença técnica para os demais é gritante, o que acaba não demandando tanto esforço da equipe nas rodadas restantes.

De todo modo, é imperativo que Julian Nagelsmann consiga desenvolver seus atletas e rodar o elenco para que todos tenham minutos em uma campanha que ainda tem a Liga dos Campeões como objetivo. Nesse ponto, o Bayern pode até não ser brilhante como nos tempos de Hansi Flick, mas é duríssimo de ser batido e costuma sofrer pouco quando atua.

No 4 a 1 contra o Hertha essa noção foi reforçada. O primeiro tempo foi amplamente dominado pelo Bayern, que chegou a abrir o placar aos três minutos com um golaço na conexão entre Thomas Müller e Corentin Tolisso, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento. Não teve tempo ruim: Tolisso fez um e valeu, aos 25, com passe de Kingsley Coman.

Pouco antes do intervalo, Müller fez o dele e aproveitou o passe de Joshua Kimmich. Vacinada contra qualquer tipo de relaxamento excessivo, a equipe bávara voltou em uma rotação diferente, mas sempre visando o gol se aparecesse uma oportunidade. O terceiro e o quarto gol só foram sair nos últimos 15 minutos, com Leroy Sané, aproveitando um vacilo gigantesco do arqueiro Alexander Schwolow e roubando a bola que iria para o zagueiro do Hertha na saída de bola.

Ainda houve um tento de Serge Gnabry para fechar a conta do lado bávaro. No minuto seguinte, aos 35, Jürgen Ekkelenkamp fez o de honra dos berlinenses, mas não apagou a atuação ruim da equipe mandante. Do lado de Nagelsmann, a preocupação que havia em torno da forma física de Kimmich, pelo menos por hoje, sumiu. Imune a críticas, o atleta atuou como volante e fez uma partida perfeita, mostrando que merece mais uma dose de confiança por parte do treinador nesse retorno após contrair covid-19.

Ter o time todo saudável e em bom ritmo era tudo que Nagelsmann queria nesse início de ano. Ainda não é a melhor versão do Bayern que podemos ver, mas haverá oportunidade para que esse grupo pise fundo quando a temporada chegar a seu momento mais agudo.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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