Bundesliga

Felix Magath está de volta à Bundesliga e com uma missão difícil: salvar o Hertha Berlim

Um dos mais experientes profissionais do futebol vivos, Magath retorna ao Campeonato Alemão após dez anos afastado, para tentar evitar a queda do Hertha Berlim

Um dos técnicos mais importantes da história da Bundesliga, Felix Magath está de volta. Não apenas ao Campeonato Alemão, mas também ao futebol, e o seu primeiro trabalho desde 2017 não será moleza. Terá oito jogos para tentar salvar o Hertha Berlim, vice-lanterna e há nove rodadas sem vencer, com cinco derrotas consecutivas.

Técnico desde os anos noventa, campeão alemão com Bayern de Munique e Wolfsburg, Magath havia anunciado aposentadoria – “o tempo do treinador Magath acabou” – quando foi nomeado chefe de futebol global da imprensa de impressões Flyeralarm. Coordenava dois clubes sob o guarda-chuva da empresa, o Würzburger Kickers, da terceira divisão alemã, e o Admira Wacker, da Áustria.

A sua carreira como técnico já estava errática. Saiu do Wolfsburg, em 2012, após 17 anos treinando clubes alemães, e ficou dois anos de pantufas antes de tentar resgatar o Fulham do rebaixamento na Premier League em 2014. Não conseguiu. Em seguida, passou um ano e meio no Shandong Luneng, da Superliga Chinesa. São seus únicos dois trabalhos nos últimos dez anos.

Ao mesmo tempo um dos profissionais do futebol mais experientes que existem e longe do esporte há tanto tempo, Magath é uma tentativa desesperada do Hertha Berlim para tentar evitar o seu primeiro rebaixamento desde 2011/12. Ele substituirá Tayfun Korkut, contratado no último mês de novembro para o lugar de Pál Dárdai.

“O currículo de Felix Magath fala por si”, afirmou o diretor esportivo do Hertha, Fredi Bobic, contratado no começo da temporada. “Com ele, temos alguém que provou muitas vezes que, com sua imensa experiência como treinador em qualquer situação esportiva e seu carisma, pode fazer os ajustes certos para nos tirar de uma situação esportiva desafiadora como a nossa”.

Magath, conhecido por ser linha dura a ponto de ter sido comparado com ditadores por alguns dos seus ex-jogadores, precisará mostrar serviço rapidamente. Cinco dos oito adversários restantes do Hertha Berlim estão na parte de cima da tabela. A primeira sequência é brutal, contra Hoffenheim, Bayer Leverkusen e Union Berlim. Depois de enfrentar Augsburg, Stuttgart e Arminia Bielefeld, a temporada termina contra Mainz, em casa, e Borussia Dortmund, fora.

O Hertha Berlim fez muito barulho quando o empresário Lars Windhorst começou a injetar dinheiro no clube. Teve um mercado que chamou a atenção em janeiro de 2020, quando contratou nomes como Matheus Cunha, Piatek, Lucas Tousart e Santiago Ascacíbar. Parecia o começo de um projeto ambicioso. O investimento, porém, foi muito menor desde então, alguns dos grandes nomes foram embora, e o time está à deriva. Será que Magath tem uma última carta na manga?

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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