Executivo do Dortmund alerta: “Se não voltar logo, a Bundesliga quebrará”
Entre os principais campeonatos da Europa, a Bundesliga é o mais sustentável, mas mesmo ela não pode demorar a retomar as atividades, sob o risco de quebrar ou ficar irreconhecível, alertou o diretor-executivo do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke, em entrevista à Sky Sports.
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A Bundesliga prepara-se para retornar assim que receber o aval das autoridades, o que pode acontecer ainda em maio, com protocolos de segurança para reduzir riscos de contaminação. Entre eles, estará a capacidade de testar todos os envolvidos na partida e evitar aglomerações no lado de fora do estádio.
Segundo da DFL, responsável pelas duas primeiras divisões do futebol do país, seriam necessários 20 mil testes para terminar a temporada, o que representaria apenas 0,4% da capacidade de testes da Alemanha. A liga ainda doará € 500 mil para testes adicionais em outras áreas sociais.
Esses pontos são importantes para evitar criticas de que o futebol estaria recebendo tratamento especial durante a pandemia, o que é visto também em outros países. Watzke acredita que não é o caso.
“Desenvolvemos um conceito que custa muito dinheiro, mas estamos fazendo de tudo para voltarmos ao trabalho. Não queremos tratamento especial, definitivamente, mas também não queremos ficar em desvantagem”, disse. “Se não jogarmos nos próximos meses, toda a Bundesliga quebrará. E então, ela não terá a forma com a qual estamos acostumados”.
Watzke alertou que, caso os clubes cheguem perto da falência, seria natural que aparecessem “cavaleiros brancos para salvá-los e, nesse caso, seria necessário ignorar a lei de 50 + 1 que impede uma mesma pessoa ou empresa de obter controle majoritário de uma agremiação. “Precisamos ter cuidado para não termos desenvolvimentos no futebol agora nos quais não poderemos voltar atrás. Se não terminarmos a temporada em 30 de junho, estaremos enfrentando grandes necessidades financeiras”, disse.
Qualquer planejamento no momento envolve partidas com portões fechados e arquibancadas vazias, prejudicando o clima dos estádios, um dos diferenciais do futebol alemão e, embora Watzke reconheça o problema, ele acredita que há prioridades mais urgentes.
“Eu sei que muitos torcedores falarão que não há clima nos estádios, que isso transparece pela TV. Isso está muito claro. Mas estamos falando sobre salvar o futebol”, completou.
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