Bundesliga

Dortmund perde mais uma e fica a pergunta: Até quando vão bancar Peter Bosz?

O Werder Bremen passou as 11 primeiras rodadas da Bundesliga sem vencer. A recuperação da equipe começou apenas nas últimas exibições, depois de surpreendentemente golear o Hannover 96. Perdeu para o RB Leipzig na sequência, mas registrou sua segunda vitória diante do Stuttgart. E, neste sábado, os Verdes afundaram um pouco mais o Borussia Dortmund. Dentro do Signal Iduna Park, o Bremen mandou os torcedores aurinegros para casa mais cedo, com seu primeiro triunfo como visitante: 2 a 1 sobre a equipe de Peter Bosz. Resultado que deixa uma interrogação ainda maior sobre quando a diretoria do BVB tomará alguma atitude em relação ao seu treinador.

Arriscando mais nos primeiros minutos, o Werder Bremen abriu o placar aos 26, em bola muito bem trabalhada. Maximilian Eggstein recebeu na entrada da área e acertou um chute de grande felicidade, no canto de Roman Bürki. O Dortmund acordou depois disso, mas só arrancaria o empate no segundo tempo, em lance confuso que Pierre-Emerick Aubameyang completou. Todavia, a alegria durou pouco. Oito minutos depois, aos 20 da etapa final, Theodor Gebre Selassie apareceu para escorar de cabeça uma cobrança de escanteio. Depois disso, o Dortmund tinha mais posse de bola e até gerava volume ofensivo, mas desperdiçava suas chances. Shinji Kagawa, sobretudo, perdeu uma na pequena área. E o Bremen, que até poderia ter feito o terceiro num contra-ataque, não aproveitou.

O resultado vale demais ao Werder Bremen. O time sai da zona de rebaixamento ao menos provisoriamente, ultrapassando o Freiburg, em 16°. Além disso, também encosta no rival Hamburgo, que apenas empatou contra o Wolfsburg. E, mais notável, encerra um jejum de 10 anos sem vencer no Signal Iduna Park pela Bundesliga. O triunfo anterior havia acontecido em abril de 2007, com gols de Diego e Miroslav Klose, classificando os Verdes para a Liga dos Campeões. Se o elenco atual não possui tantas estrelas, há potencial ao menos para se recuperar e se afastar do risco de degola, comum nos últimos anos.

Já as críticas se direcionam todas para o Borussia Dortmund. A última vitória dos aurinegros pela Bundesliga aconteceu em setembro, quando o time ainda era líder da competição. Desde então, são sete rodadas sem vencer, com quatro derrotas e três empates. A equipe sequer ocupa a zona de classificação à Liga Europa, despencando para o sétimo lugar, e podendo perder mais uma posição, conforme o desdobramento do restante das partidas. Falta precisão e mais agressividade para decidir os jogos, sem qualquer poder de reação diante dos placares adversos. Faltam ideias, e o treinador não demonstra possuí-las, agarrado aos seus dogmas e aos seus preceitos táticos. Assim, a temporada vai por água abaixo.

Após a eliminação na Liga dos Campeões, a vaga na Liga Europa só veio porque o concorrente era um saco de pancadas como o Apoel. Nunca um time havia sido repescado para o torneio secundário da Europa com apenas dois pontos acumulados na fase de grupos da Champions. Já na Bundesliga, a Salva de Prata já virou missão impossível, embora o equilíbrio geral não distancie tanto os aurinegros do G-4, dois pontos abaixo. Talvez a diretoria estivesse esperando a pausa de inverno para fazer um balanço geral sobre o que vem acontecendo. A fase horrível, no entanto, aumenta exorbitantemente a pressão sobre Peter Bosz. Resta saber até quando vão segurá-lo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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