Bundesliga

Decepcionante, Bayern vence Augsburg e se aproxima de mais um título alemão

Pênalti no fim do segundo tempo definiu o clássico com gol de Lewandowski

Na Alemanha, é tudo muito fácil para o Bayern, ao ponto de que, mesmo jogando mal e sem convencer ou se esforçar tanto, o time vence e empilha títulos. Neste sábado, na Allianz Arena, os bávaros deram mais um passo rumo ao já esperado décimo campeonato consecutivo, diante do Augsburg. O placar de 1 a 0, no entanto, traz alguma preocupação para a partida de volta contra o Villarreal, na Liga dos Campeões.

É mais fácil do que parece explicar o resultado de hoje, pela Bundesliga. O Bayern não conseguiu caçar o Augsburg como planejava e não teve tanta paz para construir o placar. A grande diferença deste jogo para os demais é que os visitantes não se contentaram em apenas defender: sabendo esperar o rival em seu campo e criando boas chances nos espaços deixados na defesa, o Augsburg só não teve números parelhos na posse de bola, nos primeiros 45 minutos.

Sem a intensidade de sempre, o Bayern parecia pouco inspirado e em uma rotação baixa, algo que gera perguntas sobre a real capacidade da equipe de Julian Nagelsmann para imprimir seu estilo. A fase não é boa e isso se entende quando analisamos que o oponente de hoje era o Augsburg, uma equipe bastante inferior e em um jogo que não tinha nenhuma chance de alterar os rumos da temporada da Bundesliga. A necessidade por respostas mais enérgicas do Bayern é grande, haja vista que a atuação na ida contra os espanhóis não foi boa. Ainda que o placar de 1 a 0 seja plenamente reversível, o time de Nagelsmann terá de fazer algo que não tem conseguido entregar nas últimas semanas, que é aquele foco na criação ofensiva, finalizações e chances claras para que Robert Lewandowski estenda seu número elevado de gols.

Quando efetivamente tentou chutar ao gol, o gigante bávaro esbarrou em uma boa tarde de Rafal Gikiewicz, arqueiro do Augsburg. O polonês fez três defesas importantíssimas para manter o zero no placar. Mas não era só isso que os visitantes planejavam fazer na Allianz Arena. A equipe que fez 11 jogos em 2022 e marcou em todos eles também queria derramar sangue do Bayern na rodada. O problema é que na única chance que teve de fato, uma finalização fraca de Andi Zeqiri dentro da área, a bola morreu nos braços de Manuel Neuer. O volume do Augsburg na primeira etapa foi bom e satisfatório, enquanto na segunda, a pressão desordenada do Bayern colocou os visitantes contra a parede. Na boa: dava para esperar algo diferente?

Gradativamente, conforme o tempo passava, ficava claro que dificilmente o Bayern conseguiria fazer mais de um gol. Afinal, uma bola desviada ou um chute forte à curta distância poderiam alterar a dinâmica do confronto. Depois de se defender tão bem durante tanto tempo, o Augsburg cometeu um erro fatal: em uma bola alçada na área, o zagueiro Reece Oxford subiu com o braço aberto demais. Após revisão do lance pelo VAR, o árbitro Patrick Ittrich anotou o pênalti. E quando Lewandowski vai para a bola na marca penal, você espera que ele marque. Bola na rede, vitória do Bayern.

Em suma, os bávaros não devem focar na iminente salva de prata. Esta conquista já estava óbvia, por conta do contexto atual do futebol alemão. O plano é recuperar a força na Europa e o confronto de meio de semana contra o Villarreal é crucial nesse sentido. Vale a pena repetir: pelo que tem exibido, a equipe de Nagelsmann não é amplamente favorita mesmo decidindo em casa a vaga para as semifinais. A questão é e tem sido puramente de desempenho, que está abaixo do verdadeiro potencial do elenco. Tampouco será surpreendente se o Submarino Amarelo arrumar um gol e conseguir segurar um empate ou uma vitória magra em Munique.

Por esse e outros motivos, não há espaço para oba-oba no Bayern. Faltam cinco partidas na Bundesliga, portanto, 15 pontos em jogo. A vantagem bávara na liderança é de nove em relação ao Dortmund, que será seu adversário dentro de duas semanas. Ou seja: Nagelsmann entrará em campo contra os aurinegros podendo comemorar uma vitória no clássico e a renovação do título alemão. Agora, se essa festa será um prêmio de consolação ou uma marca de afirmação, só saberemos após o apito final na terça-feira.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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