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De novo com emoção: Dortmund sofreu um bocado, mas venceu o Mainz com um gol no apagar das luzes

O Borussia Dortmund fazia uma atuação morna, mas um gol nos acréscimos do segundo tempo, com ajuda dos substitutos, garantiu os três pontos fora de casa

De tédio, torcedor nenhum do Borussia Dortmund morre. A taquicardia costuma ser constante nas partidas dos aurinegros, pelo bem e pelo mal, como bem se vê nesta retomada da Bundesliga. Nesta quarta-feira, o BVB somou três pontos em outra noite cheia de emoção, contra o Mainz 05, com o triunfo por 2 a 1 garantido nos minutos finais. De novo a defesa do Dortmund falhou e entregou o primeiro gol logo cedo na Mewa Arena, antes que o empate viesse na sequência. Entretanto, não seria uma boa atuação do time de Edin Terzic, que sentia falta do suspenso Jude Bellingham e carecia de dinamismo. Os substitutos não causaram impacto de imediato e o Mainz até criou as melhores chances no segundo tempo. No entanto, quem veio do banco fez a diferença no apagar das luzes, aos 48 da etapa final. Num desvio de Haller para a conclusão de Gio Reyna, o Dortmund soma pontos essenciais para reforçar suas credenciais na briga pelo G-4 e se aproximar do Bayern.

Depois de tantos problemas defensivos na rodada passada, a torcida do Borussia Dortmund reviveu o pesadelo logo aos dois minutos. Foi o tempo necessário para o Mainz abrir o placar. Edmilson Fernandes cobrou escanteio fechado e Lee Jae-sung se antecipou a Julian Ryerson para desviar no primeiro pau. O troco aurinegro, ao menos, demorou apenas mais dois minutos. O empate surgiu aos quatro, quando Ryerson se redimiu. O lateral bateu de fora da área e o chute desviado venceu o goleiro Finn Dahmen. A partida começava eletrizante.

O Dortmund manteve um ritmo alto para tentar a virada logo de cara. Os aurinegros tiveram boas chegadas antes dos 15 minutos. Youssoufa Moukoko parou no goleiro Dahmen, que também defendeu um chute de longe dado por Niklas Süle. Entretanto, a intensidade baixou na sequência. O BVB ficava mais com a bola, mas sem tanta objetividade. O Mainz acertou sua marcação e reduziu os riscos, mesmo que não ameaçasse tanto do outro lado. Faltaram emoções nos 30 minutos finais da etapa inicial.

O segundo tempo voltou equilibrado. O Dortmund tinha alguns chutes tortos com Karim Adeyemi, enquanto o Mainz se mostrava mais perigoso, na base da bola aérea. Marcus Ingvartsen assustou em duas cabeçadas antes dos 15. Foi quando Edin Terzic resolveu mexer no time e promoveu as entradas de Sébastien Haller, Gio Reyna e Jamie Bynoe-Gittens. O time ganhava mais qualidade ofensiva, inegavelmente, mas não engrenou de imediato. Pelo contrário, o Mainz teria uma oportunidade mais concreta antes, em tiro de Angelo Fulgini bem defendido por Gregor Köbel, aos 29.

Marius Wolf seria outra novidade no Borussia Dortmund, enquanto o Mainz promoveu a estreia de Ludovic Ajorque. Porém, diferentemente do que aconteceu na partida anterior, faltavam ideias no setor ofensivo do BVB. Bellingham fazia falta na organização. E quase os aurinegros pagaram caro aos 42, num contra-ataque em que Ajorque entregou e Anton Stach mandou ao lado da trave. Por mais que os aurinegros tentassem acelerar do outro lado, os alvirrubros mantinham a solidez na zaga e eram mais diretos nos contragolpes. Porém, quando nada indicava a vitória, o milagre do Dortmund saiu aos 48. Numa cobrança de escanteio, Haller cabeceou como deu e garantiu uma assistência para Gio Reyna, que só escorou no segundo pau. Um alívio e tanto.

O Borussia Dortmund chega aos 31 pontos na Bundesliga e reforça suas credenciais na briga pelo G-4. Era um resultado fundamental, que precisava vir – ainda mais numa rodada com tropeço do Bayern, cinco pontos à frente. Já o Mainz fica no 12° lugar. O time tem 20 pontos, sem vencer há sete rodadas.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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