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CEO do Leverkusen teme que Bundesliga esteja virando uma liga de abastecimento da Premier League

Fernando Carro afirmou que o seu clube, entre os principais da Alemanha, perdeu um reforço para um recém-promovido da Premier League na última janela

O CEO do Bayer Leverkusen, Fernando Carro, está preocupado com a disparidade financeira entre a Bundesliga e a Premier League e afirmou que o único clube alemão que consegue competir com os ingleses é, claro, o Bayern de Munique.

Carro contou que na última janela de transferências o Bayer Leverkusen, geralmente na ponta da tabela da Bundesliga e com a terceira folha salarial, perdeu um reforço para um clube que havia acabado de ser promovido à Premier League.

“Estamos sofrendo com isso. Tentamos comprar um jogador no verão (do hemisfério norte) e um time promovido da Premier League conseguiu pagar mais e um salário maior do que nós, um clube de top 4 da Alemanha. A Premier League tem tanto dinheiro e recursos do que qualquer outro país. Isso não é bom para nós. Definitivamente não”, disse, em entrevista ao Guardian.

O Leverkusen também sentiu na pele a necessidade de vender jogadores para clubes da Premier League, como Kai Havertz e Leon Bailey, o que rende um bom dinheiro, mas também enfraquece o seu time.

“Os direitos de TV são os que temos. Seria difícil aumentá-los. A maior mudança em receita é o sucesso esportivo em competições europeias. A única outra maneira são as transferências. No fim do dia, você pode fazer dinheiro com transferências. Clubes ingleses pagam as transferências, recebemos o dinheiro, mas então isso significa que toda a Bundesliga é como uma liga de abastecimento para a Premier League. Mesmo o Borussia Dortmund tem que vender jogadores à Premier League. O único da Bundesliga que consegue competir no momento é o Bayern de Munique”, completou.

A principal diferença entre as ligas são os direitos de televisão. Os domésticos, mas principalmente os internacionais, e não tem um jeito fácil de resolver o problema.

“Acho que em geral não somos tão bons quanto as outras ligas em nos promover. Se você olhar à Espanha, eles recebem € 860 milhões em direitos de TV internacionais e nós recebemos cerca de € 200 milhões. Então há uma possibilidade, mas mesmo se nós fizéssemos, digamos, € 300 milhões a mais em direitos internacionais, ainda não tiraríamos a diferença para a Premier League”, disse.

“A diferença ainda é muito maior. Podemos dobrar ou triplicar a receita de TV e ainda não chegaríamos lá. É a maior receita que temos. Se olharmos às outras fontes de receita – marketing, bilheteria, patrocínio -, o crescimento delas nunca se equiparará à receita de TV. Mas, no momento, não há possibilidade estrutural de aumentar a receita para esse nível”, completou.

O Leverkusen disputa a Liga Europa nesta temporada e está em boa fase no Campeonato Alemão, em terceiro lugar, apesar de ter levado uma sapatada do Bayern de Munique no último fim de semana – 5 x 1, em casa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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