Bundesliga

Silêncio, entra em campo hoje o Leverkusen de Xabi Alonso: azar do Augsburg

Sem poder contar com sua estrela Boniface, lesionado na preparação da Nigéria para Copa Africana de Nações, o Leverkusen conta com o excelente conjunto formado pelo técnico Xabi Alonso para seguir invicto e dando show

Um dos times mais legais de se assistir em 2023 no mundo todo volta a entrar em campo e estreia em 2024 neste sábado (12). É claro que estamos falando do Bayer Leverkusen de Xabi Alonso, líder da Bundesliga e único invicto entre todos os clubes das cinco grandes ligas da Europa. A vítima, ou melhor, adversário da vez é o Augsburg, time de meio de tabela no Campeonato Alemão.

A partida, que marca a primeira rodada da Bundesliga no ano de 2024, é também válida como a última do turno, o que traria ao Leverkusen, em caso de vitória, duas marcas simbólicas: primeiro o time comandado por Xabi Alonso consegueria se sagrar campeão de inverno; depois, passaria pelos 17 adversários que disponíveis no Campeonato Alemão sem perder nenhum jogo sequer. Marcas simbólicas, claro, mas que deixam a torcida cada vez mais otimista sobre um possível primeiro título alemão da história do clube.

Lesionado na preparação para Copa Africana de Nações, Boniface desfalca o Leverkusen: isso será um problema?

Mas para conseguir manter a invencibilidade, a liderança e conquistar o simbólico título de campeão de inverno da Bundesliga, o Leverkusen terá de superar um importantíssimo desfalque. Trata-se do atacante nigeriano Victor Boniface, que estava com a Nigéria para a disputa da Copa Africana de Nações e acabou se lesionando, machucando a virilha, e deverá ficar pelo menos seis semanas afastado dos gramados, retornando, ao menos, na segunda metade de fevereiro.

A ausência será um balde de água fria em Xabi Alonso e nos torcedores do Bayer Leverkusen, sem sombra de dúvidas. Com dez gols e sete assistências apenas na Bundesliga, pode-se dizer que ele era um dos melhores jogadores da competição em sua primeira metade — se não o melhor — com mais de uma participação em gol por partida disputada. Para seu lugar, o tcheco Patrick Schick deve ser o titular, o que não exatamente uma má notícia, mas é sim uma queda pelo menos numérica, já que ele tem apenas três gols no Campeonato Alemão e não vem se destacando como nas temporadas anteriores.

É hora do Leverkusen provar que o conjunto vai superar as individualidades

Recentemente contra Borussia Dortmund e Stuttgart, o Leverkusen teve seus dois tropeços mais relevantes na temporada, somando dois empates. Ambas as partidas fazem parte do grupo e cinco últimos jogos disputados pelos comandados de Xabi Alonso e acabaram dando uma atrapalhada na possibilidade de deixar o Bayern de Munique, atual segundo colocado, comendo poeira. Hoje a vantagem para os bávaros, que têm um jogo a menos a ser disputado contra o Union Berlim, é de quatro pontos, mas poderia ser de até oito caso os dois empates citados tivessem sido vitórias.

Sem Boniface, o Leverkusen precisará mais do que nunca de seu conjunto e das táticas de Xabi Alonso para sair vitorioso de campo e receber de volta seu melhor jogador, mesmo que apenas em fevereiro, com a mesma vantagem na ponta que o time tinha quando ele se despediu para integrar a delegação da Nigéria, antes de se lesionar. E conjunto da obra, até o momento, não tem sido um problema para o Bayer Leverkusen do treinador espanhol, que criou um sistema tático onde muitos jogadores conseguem brilhar.

As 17 participações em gols na Bundesliga não são superadas por nenhum outro jogador no elenco, mas isso significa que não há quem possa assumir a responsabilidade no Bayer Leverkusen sem Victor Boniface disponível. Pelo contrário. Florian Wirtz vem fazendo uma de suas melhores temporadas na vida e já soma sete gols e sete assistências no torneio. Os alas, Alejandro Grimaldo e Jeremie Frimpong, são peças fundamentais no esquema e já somam, respectivamente, sete e cinco gols no Campeonato Alemão. Ainda há Jonas Hofmann, em ótima temporada, responsável por mais cinco gols. A lesão de Boniface será sentida, é claro. Mas o Leverkusen não tem o que temer: é o melhor time da Alemanha hoje e pode continuar sendo mesmo sem sua estrela.

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