Bundesliga

À altura das expectativas, Dortmund e Bayern travam duelo eletrizante, e bávaros saem vitoriosos

A expectativa era alta pelo Der Klassiker desta 7ª rodada da Borussia Dortmund e Bayern de Munique de fato entregaram um futebol de alto nível. Com direito a reviravolta e emoção até o fim, os bávaros, por fim, saíram vencedores com um 3 a 2 relativamente fiel ao que se viu em campo.

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Como é característica em jogos do Bayern de Hansi Flick, os bávaros ditaram o ritmo do jogo e condicionaram o adversário a jogar no contra-ataque. A primeira oportunidade de gol veio aos 14 minutos. Em escanteio cobrado por Kimmich, a bola sobrou para Boateng, que cruzou de volta para a área, onde Goretzka chegou para cabecear e forçar Bürki a boa defesa para evitar o tento.

Aos 21 minutos, o Dortmund teve sua primeira grande chance em contra-ataque. Reyna e Haaland foram lançados contra dois adversários, o norte-americano tocou nas costas da zaga, e o norueguês bateu cruzado, na saída de Neuer, mas mandou à esquerda do gol.

O Bayern, por fim, foi o primeiro a balançar as redes, mas precisaria esperar mais para comemorar seu gol. Aos 24 minutos, Coman conduziu a bola da direita para o meio, abriu com Gnabry, e o alemão avançou pela esquerda até cruzar baixo para Lewandowski. O polonês se atirou de carrinho para marcar, mas a checagem do VAR confirmou impedimento do centroavante por centímetros.

Quatro minutos mais tarde, Goretzka de novo ameaçou o gol de Bürki, pegando sobra na entrada da área e acertando um forte sem pulo, sem deixar a bola pingar no chão. O goleiro suíço, no entanto, estava atento e espalmou para longe o perigo.

Em um dos contra-ataques puxados por Haaland, aos 36 minutos, Kimmich tentou interceptar a corrida do adversário e levou a pior no lance. Lesionado, teve que deixar o campo para a entrada de Tolisso.

O Dortmund intensificou um pouco suas subidas ao ataque no fim da primeira etapa. Aos 40 minutos, Sancho cruzou para Witsel, na segunda trave, e o belga chutou por cima do gol. Cinco minutos depois, o ataque foi mais efetivo. Após boa trama pela esquerda, Reyna tocou por trás da defesa para a chegada de Guerreiro, que cruzou baixo para o meio da área. Reus desviou com jeito e deu velocidade e altura à bola, vencendo Neuer para fazer 1 a 0.

O primeiro tempo já parecia do Dortmund, mas o Bayern de Munique não é de se dar por vencido. Aos 49 minutos da primeira etapa, em cobrança de falta ensaiada, Lewandowski, Gnabry e Alaba combinaram para confundir os aurinegros, tocaram curto na frente da área, e o austríaco chutou, contando com desvio em Meunier para bater Bürki e empatar.

Se o momento para o gol de empate não poderia ter sido melhor ao Bayern, o da virada foi ainda mais oportuno. Logo após um bom ataque do Dortmund, finalizado com perigo por Haaland, rente à trave direita de Neuer, os bávaros reagiram com contundência. Aos três do segundo tempo, Gnabry abriu com Hernández, que cruzou para a cabeçada de Lewandowski: 2 a 1.

O Bayern cresceu com o gol e esteve perto de marcar o terceiro. Aos seis minutos, Coman acertou a trave em chute de fora da área. Dois minutos mais tarde, o francês tentou o cruzamento, mas a bola tomou outro caminho e quase encobriu Bürki, que conseguiu alcançar e evitar o 3 a 1.

Aparentando problemas físicos, Thomas Delaney deu lugar a Jude Bellingham, aos 15 minutos da segunda etapa, e o inglês em breve teria sua primeira boa participação no jogo. Aos 22, deu um bom passe para Reus dentro da área, o alemão limpou a marcação e chutou forte, mas em cima de Neuer, que defendeu com segurança.

Aos 24 minutos, Lucien Favre promoveu uma alteração dupla, com a entrada de Brandt e Thorgan Hazard nos lugares de Sancho e Reyna. Hazard, especificamente, teve impacto imediato, recebendo de Meunier em seu primeiro lance e chutando forte para boa defesa de Neuer, que teve que espalmar. O Bayern respondeu quatro minutos depois com ainda mais perigo, em finalização cruzada de Gnabry, buscando o ângulo, que passou perto de entrar.

Em busca do gol de empate, o Borussia Dortmund deixava cada vez mais espaço atrás para contra-ataques e, enfim, acabou sendo punido por isso. Aos 35 minutos, os aurinegros trocaram passes com qualidade, mas, já na beira da área do Bayern, Haaland foi desarmado. O contragolpe foi rápido: Lewandowski recebeu na altura do meio do campo, abriu com Sané, que havia entrado na segunda etapa, e o alemão bateu cruzado, de chapa, para fazer 3 a 1.

Aproveitando a linha alta do Bayern, o Dortmund diminuiu a desvantagem apenas três minutos mais tarde. Guerreiro lançou com maestria pelo alto para Haaland, que dominou na área, driblou Neuer e bateu para dar esperança de uma reação ao time de Favre.

Aos 42 minutos, os aurinegros até estiveram perto de igualar o marcador. Guerreiro cruzou da esquerda, e Reus apareceu sozinho para finalizar. Porém, de primeira, isolou a bola por cima do gol.

Já nos acréscimos, Lewandowski chegou a marcar novamente, contando com um desvio em Hummels para encobrir Bürki, mas a revisão do VAR revelou mais um impedimento do centroavante, ao pegar rebote do chute de Tolisso, e o gol foi invalidado.

Nos minutos finais, o Dortmund se lançou ao ataque, contando mais uma vez com Guerreiro para levantar a bola na área, mas em sua melhor oportunidade parou em defesa tranquila de Neuer após cabeçada de Bellingham.

O resultado garantiu a liderança ao Bayern de Munique, com 18 pontos em sete jogos. O Dortmund, que vinha de quatro vitórias consecutivas na Bundesliga, estacionou nos 15 pontos, ocupando a terceira colocação, com o RB Leipzig no segundo lugar, somando um ponto a mais.

Do lado dos bávaros, a partida foi apenas a mais recente demonstração de força do que é hoje a melhor equipe do mundo. Os aurinegros, por sua vez, podem se consolar com o fato de que foram adversários formidáveis a um time dessa estatura. Certamente, uma atuação mais convincente que aquela da derrota na final da Supercopa da Alemanha, em setembro.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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