Alemães são acusados de crime racial durante Copa de 2006
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Nesta sexta, a Corte de Justiça da Alemanha decidiu processar Udo Voigt, Klaus Beier e Frank Schwerdt, respectivamente presidente, porta-voz e diretor jurídico do Partido Nacional Democrata alemão, principal agremiação de extrema direita no país. Voigt e Beier foram suspensos por seis meses, ao passo que Schwerdt recebeu uma sanção de dez meses. Todos ainda terão de doar dois mil euros à Unicef.
Os três foram acusados de, durante a Copa de 2006, terem feito circular um panfleto na Alemanha, insinuando que o zagueiro Patrick Owomoyela, então presente em algumas convocações do técnico Jürgen Klinsmann, não seria digno de atuar pela seleção do país, por ser negro. Owomoyela, que não jogou o Mundial, é filho de pai nigeriano e mãe alemã. O panfleto tinha impressa uma camisa da seleção alemã, com o número 25 – usado por Owomoyela à época -, e, abaixo da imagem, os dizeres: “Branco não é só a cor da camisa! Por um time realmente alemão!”
A juíza da Corte que decidiu a punição, Monika Pelcz, justificou: “O panfleto difamava e insultava Owomoyela. Se uma imagem como aquela não é um insulto racial, não sei o que é.” Udo Voigt, por sua vez, prometeu recorrer da sentença: “É absurdo. Não aceitamos esta sanção. Ela tem clara motivação política.”