A final da Champions feminina resgatou um antigo gigante da Alemanha Oriental
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2015%2F05%2Fberlin_jahn-sportpark_2011_coddou__1200px.jpg)
Os noticiários deram pouca importância ao jogo. Mas saiba que esta quinta foi dia de decisão da Liga dos Campeões. Não, Barcelona e Juventus não anteciparam o duelo no Estádio Olímpico de Berlim. O que rolou foi o encerramento da versão feminina do torneio mais importante da Europa, também com uma final na capital alemã. E a partida coroou o Frankfurt com seu quarto título continental. Sob os olhares de Angela Merkel nas tribunas, as alemãs bateram o endinheirado Paris Saint-Germain, com a atacante Mandy Islacker definindo a vitória por 2 a 1 aos 47 do segundo tempo. Decisão que serviu também para resgatar um gigante adormecido: o Estádio Friedrich-Ludwig-Jahn, antiga casa da seleção da Alemanha Oriental.
TEMA DA SEMANA: A queda do Muro de Berlim faz 25 anos, e mostramos o que ela representou ao futebol
É de praxe a organização da final da Champions feminina em estádios menores da cidade que receberá o duelo entre os homens. Desta vez, a Uefa optou pelo histórico local do lado oriental de Berlim. Com capacidade para 30 mil espectadores, o Friedrich-Ludwig-Jahn é o segundo maior palco do futebol na capital alemã, atrás apenas do Estádio Olímpico. Embora não conte mais com a seleção alemã-oriental, o local segue abrigando o tradicional Dynamo Berlim, antiga potência do futebol no leste, que atualmente disputa a quarta divisão da Bundesliga.
O terreno onde o Friedrich-Ludwig-Jahn foi erguido já era usado para a prática esportiva desde o Século XIX, época em que o campo sediava até mesmo as partidas do Hertha Berlim. Mas apenas após a divisão da Alemanha, ao final da Segunda Guerra Mundial, é que nasceu o projeto de um estádio de grandes proporções. A principal praça esportiva da Alemanha Oriental, inaugurada em 1952.
A seleção alemã-oriental costumava mandar seus amistosos e jogos por eliminatórias no Friedrich-Ludwig-Jahn, que também recebia as partidas do Dynamo Berlim, incluindo em suas recorrentes participações nos torneios continentais. Após a reunificação, o estádio permaneceu utilizado principalmente para shows e outros eventos esportivos. A final da Champions feminina, no entanto, ajudou bastante na recuperação do estádio. Para receber a partida, foi bancada uma reforma de € 1,5 milhão na construção.
E o futuro do Friedrich-Ludwig-Jahn é promissor. O estádio deve ser incluído como sede alternativa dos Jogos Europeus de Atletismo de 2018, assim como deve fazer parte da potencial candidatura de Berlim às Olimpíadas. Há mesmo a discussão sobre a reconstrução do estádio pelo poder público da capital. Novos ares que, de certa forma, as mulheres de Frankfurt e PSG ajudaram a levar ao velho gigante.