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Zâmbia desafia Costa do Marfim na decisão da CAN

Vinte e três dias depois de seu pontapé inicial, a Copa Africana de Nações chega a sua decisão. Sempre apontada como favorita nos prognósticos da competição, a Costa do Marfim tenta o seu bicampeonato contra a surpreendente Zâmbia, em busca do título inédito. A final, que será disputada neste domingo, acontece no Stade d'Angondjé, na cidade de Libreville, capital do Gabão.

Até o momento, os marfinenses ostentam a respeitável marca de ainda não terem sofrido gols ao longo da competição. Líder do Grupo B, a equipe acumulou três vitórias ao longo da primeira fase. Já nos mata-matas, os Elefantes somaram uma ampla vitória sobre Guiné Equatorial e carimbaram o passaporte para a final ao derrotarem Mali por 1 a 0.

Os zambianos também conseguiram a primeiro colocação em seu grupo durante a primeira fase, ainda que tenham empatado um dos jogos, ante a Líbia. Na sequência, os Chipolopolo não tiveram problemas para passar pelo Sudão nas quartas de final, enquanto a equipe desbancou a favorita Gana nas semifinais. E a conquista da Copa Africana significaria muito mais que uma mera taça para o país. Em 1993, no mesmo território gabonês, 18 jogadores da seleção faleceram em um acidente aéreo. Dezenove anos depois, o título seria uma justa homenagem.

Contando com uma geração considerada uma das melhores de sua história, Costa do Marfim vai para o jogo sem desfalques por suspensão ou lesão. O técnico Francis Zahoui costuma armar o time em um esquema 4-3-3, no qual as atenções ficam voltadas para o trio ofensivo. Além de Salomon Kalou e Gervinho caindo pelos lados do campo, o time também conta com o capitão Didier Drogba, um dos artilheiros da CAN com três gols.

Liderada pelo goleiro Boubacar Barry, a linha defensiva tem mantido sua regularidade graças ao quarteto formado por Igor Lolo, Kolo Touré, Sol Bamba e Siaka Tiéné. Já o meio-campo passou a contar com Cheik Tioté e Jean-Jacques Gosso fazendo o papel de volantes, enquanto Yaya Touré se encarregava com a ligação.

Do outro lado, o técnico Hervé Renard organiza a seleção de Zâmbia no 4-2-3-1. O grande destaque da campanha vem sendo Christopher Katongo, que atua centralizado no tridente ofensivo. Fazendo às vezes de segundo atacante, o capitão soma três gols no torneio, assim como o jovem Emmanuel Mayuka, principal referência na área.

No gol, Kennedy Mweene teve atuação de gala contra Gana, defendendo até mesmo uma cobrança de pênalti. Sua meta é protegida pelos zagueiros Hichani Himonde e Stophira Sunzu, bem como pelos laterais Davies Nkausu e Joseph Musonda. Nathan Sinkala e Francis Kasonde formam dupla de bom poder de marcação na cabeça de área e Chisamba Lungu e Clifford Mulenga são as válvulas de escape nas pontas.

Em entrevista prévia à final, o técnico dos Chipolopolo reiterou o respeito aos Elefantes: “Eu não acho que a Costa do Marfim irá subestimar a Zâmbia, eles tem que nos respeitar. Nós também temos muito respeito por eles, mas queremos derrotá-los. Nós enfrentaremos um jogo duro, parecido com o que tivemos contra Gana”.

 

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Equipe Trivela

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