África

Três anos depois de Port Said, Campeonato Egípcio voltará a ter jogos com torcida

Após três anos de tristes e melancólicas partidas com estádios fechados, uma lembrança rígida e necessária das 70 pessoas que perderam as suas vidas durante a batalha de Port Said, em 1° de fevereiro de 2012, os clubes do Egito vão poder finalmente voltar a abrir suas casas. A Federação Egípcia anunciou que os jogos do campeonato poderão novamente ser realizados com a presença de torcedores.

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A nova medida começará a ser aplicada no segundo turno da Premier League egípcia, ano que vem, com restrições. Jogos no Cairo e em Alexandria terão público máximo de 10 mil pessoas. Em outras cidades, 5 mil. E qualquer confronto direto entre os seis clubes grandes (Al Ahly, Zamalek, Al Ittihad, Ismaily, Al Masry e Damanhur) continuarão sem nenhuma torcida. Um começo.

Essa novidade medida da federação egípcia foi apoiada pelo governo do país. “O ministro do Interior e o ministro da Juventude e dos Esportes concordaram com a presença de torcedores nos jogos da Premier League”, afirmou a entidade no seu comunicado.

Desde fevereiro de 2012, apenas partidas da seleção egípcia e de algumas partidas da Champions League tiveram torcidas. O maior público foi um confronto entre o Al Ahly e o Séwé Sport, da Costa do Marfim, pela competição continental, aos olhos de 25 mil pessoas. A federação também deixou claro que haverá novas táticas de policiamento durante os jogos, muitas vezes usados como palco de manifestações políticas durante a Primavera Árabe do Egito, que derrubou o ditador Hosni Mubarak.

De qualquer forma, não há nada mais deprimente do que jogar futebol sem torcida, ainda mais quando uma delas é formada pelos apaixonados pelo Al Ahly. Da mesma forma, a morte do torcedor é não poder acompanhar o seu time nos estádios e sentir o calor das arquibancadas. Após três anos no escuro, o futebol egípcio começa a sair à luz.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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