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Trabalhadores de estádio para a Copa entram em greve

Cerca de 400 operários de um dos estádios para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul foram demitidos por entrar em greve, o que poderia comprometer a entrega que tem prazo para julho, segundo a união e os trabalhadores.

“Por volta de 400 trabalhadores do estádio Mbombela, a maioria membros da União Nacional de Mineiros (NUM), que entraram em uma greve ilegal, foram demitidos na terça-feira”, disse o porta-voz local da união George Ledwaba.

“Se essa greve que começou dia 6 de fevereiro se estender por mais uma semana, comprometerá a data de entrega do estádio”, disse ele. “O limite é julho, e provavelmente teremos que estender essa data-limite por conta da greve”, declarou o gerente da construção, Neil Fourie. Segundo ele, os operários pararam de trabalhar exigindo aumento de salário e bônus.

Ledwaba condenou a greve dos membros de sua união, a qual ele considerou “ilegal” e “irresponsável”, porque, segundo ele, eles não seguiram o processo de negociação corretamente antes de simplesmente pararem de trabalhar. Cerca de mil trabalhadores estão envolvidos na construção do estádio.

Os trabalhadores do estádio de Mbombela, que terá 46 mil lugares, já entraram em greve anteriormente, sendo a mais significativa em fevereiro do ano passado, quando exigiram que dobrassem seus salários.

Disputas similares aconteceram nos estádios de Durban e Cape Town, mas os organizadores da Copa do Mundo disseram estar confiantes que esses projetos estarão prontos a tempo.

Dez estádios em nove cidades receberão os jogos da Copa, pela primeira vez que ela acontece na África do Sul. A data-limite da Fifa para que todos os estádios sejam entregues é 15 de outubro.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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