Separatista de Cabinda diz que mais ataques podem acontecer

Um líder pró-independência de Cabinda declarou, em entrevista por telefone neste domingo, que o ataque à seleção do Togo foi provocado “pela frustração que pode levar a mais violência”.
Tibúrcio Tati Tchingobo, ministro da Defesa do auto-denominado Estado Federado de Cabinda, grupo separatista que prega a independência do enclave, não admitiu a responsabilidade do grupo pelo ataque de sexta-feira, que matou o auxiliar-técnico e o porta-voz da seleção do Togo, além do motorista do ônibus.
Tchingobo diz que seu grupo não tem nenhuma objeção à realização Copa Africana das Nações, mas afirmou estar preocupado com possíveis novos ataques. “O torneio pode ter seu prosseguimento, mas estamos preocupados com a segurança”, disse Tchingobo.
Sem a seleção do Togo, que se retirou da disputa, Cabinda sediará o grupo B, com Burkina Faso, Costa do Marfim e Gana; além de um partida das quartas de finais.



