Sem Togo, Copa Africana é aberta oficialmente

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, fez um breve discurso na abertura oficial da Copa Africana de Nações, condenando os ataques de grupos rebeldes favoráveis à independência da província de Cabinda, que vitirmaram a seleção do Togo na última sexta-feira.
O discurso foi feito depois da cerimônia de abertura, que serviu também para inaugurar oficialmente o Estádio Nacional 11 de Novembro, construído em Luanda especialmente para a disputa da competição.
O presidente angolano convocou o povo do país a se unir por uma corrente em prol da competição. “Se estivermos todos juntos, o bem poderá prevalecer. Condenamos os atos de terrorismo acontecidos, mas a competição vai continuar em Cabinda”, declarou dos Santos. Logo em seguida, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado.
Enquanto a cerimônia oficial acontecia em Luanda, a delegação do Togo seguia do hotel para o aeroporto em Cabinda, sob forte aparato policial e com as janelas do ônibus cobertas pelas cortinas. De lá, o avião presidencial do país levaria jogadores, comissão técnica e dirigentes de volta para Lomé, capital togolesa.
Somente na tarde deste domingo, quando o retorno da seleção de Togo ao seu país era iminente, a Confederação Africana de Futebol (CAF) emitiu um breve comunicado sobre a desistência dos togoleses.
“O ônibus que transporta a delegação de Togo seguiu para o aeroporto para levá-los de volta a Lomé e trasladar os dois corpos”, declarou à AFP um porta-voz da CAF.



