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Quatro dirigentes togoleses se demitem por polêmica na Copa

Quatro dirigentes da federação togolesa apresentaram nesta segunda seus pedidos de demissão. Espoir Kolman Assogbavi, secretário-geral, Winny Dogbatse, vice-presidente, e outros dois membros da entidade deixaram seus cargos em virtude da polêmica sobre o pagamento da premiação dada aos jogadores que disputaram a Copa.

“Numa carta conjunta, eu e os meus três colegas decidimos retirar-nos em nome da saúde e honra do nosso futebol. Foram o improviso, a falta de preparação e a imaturidade do órgão dirigente que conduziram à desordem vivida na Alemanha´, declarou Assogbavi.

A participação de Togo na última Copa foi uma das mais confusas da história do torneio. Desde a chegada na Alemanha, o time viveu uma polêmica em torno do pagamento dos prêmios aos jogadores pela participação no Mundial. Como um acordo esteve longe de ser encontrado com a federação togolesa, a polêmica atrapalhou a preparação da equipe.

O técnico Otto Pfister chegou a deixar o cargo e afirmou que alguns jogadores se recusaram a treinar por conta do problema. Porém, ele voltou atrás poucos dias depois. Mas a situação pioraria pouco antes da partida contra a Suíça. Os togoleses ameaçaram entrar em greve e não viajar para Dortmund, lugar do confronto, caso o impasse não fosse resolvido.

Depois de muitas discussões, nas quais até o primeiro-ministro do país se envolveu, a Fifa decidiu intervir. A entidade resolveu pagar os prêmios diretamente aos jogadores, sem passar pelas mãos dos dirigentes. Togo se despediu do Mundial na lanterna do grupo G, tendo perdido suas três partidas.

Um problema semelhante já havia atingido a equipe. Na Copa Africana de Nações, realizada no início deste ano, os jogadores togoleses retardaram o embarque para o Egito, local do torneio, pelo mesmo motivo. O desempenho da seleção foi decepcionante: três derrotas em três jogos.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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