Promotoria ordena julgamento de 75 acusados por tragédia em Port Said

A promotoria egípcia ordenou o julgamento de 75 pessoas, em consequência da tragédia ocorrida no estádio de Port Said em fevereiro, após partida entre Al Masry e Al Ahly. Na ocasião, 74 pessoas morreram e as forças de segurança presentes no local foram acusadas de conivência com o massacre ocorrido.
Entre os réus está o chefe de segurança da cidade de Port Said, Essam Samak, demitido do cargo logo após os eventos – Samak e três de seus assistentes estão detidos preventivamente. “Os acusados foram mandados para a corte criminal, indiciados por crime assassinatos intencionais e premeditados”, afirmou a promotoria, em comunicado oficial.
Logo após a tragédia, especialistas afirmaram que a atitude da polícia, permitindo o ataque aos torcedores do Al Ahly, foi uma resposta contra a ação dos “ultras” do clube na queda do presidente Hosni Mubarak, que governou o Egito por três décadas. Nos dias seguintes ao ocorrido, foram organizados diversos protestos, incluindo um no Cairo que resultou na morte de 16 pessoas.
A tragédia também resultou no cancelamento do Campeonato Egípcio, notícia confirmada durante a última semana. A federação local tenta negociar a realização de um novo torneio, com início previsto para o dia 29 de março.



