Africa

Primeiro-ministro de Togo critica CAF

Em entrevista coletiva em Lomé, o primeiro-ministro do Togo, Gilbert Houngbo, explicou as razões que levaram o governo de seu país a manter a exigência da não-participação da seleção na Copa Africana das Nações, que começa neste domingo em Angola.

Houngbo disse que, apesar de entender o desejo dos jogadores em participar do torneio, enviou um avião do governo para que a delegação togolesa retornasse ao país. O primeiro-ministro disse, ainda, que acredita que a competição deva continuar normalmente.

“Para tomar a decisão de manter nossa posição, levamos em conta a mudança de opinião dos jogadores. Até o fim da noite de ontem, eles estavam todos de acordo que deveriam voltar para casa. Depois que a equipe que mandamos para Angola esteve com eles, houve uma nova reunião e, inesperadamente, os jogadores mudaram de ideia e resolveram jogar”, explicou o primeiro-ministro.

Houngbo disse que falou por telefone com Emmanuel Adebayor, capitão da seleção do país, e mesmo respeitando a decisão dos jogadores, disse que o governo seria inflexível em sua posição de levar a delegação de volta ao Togo.

“Explicamos a Adebayor que, em memória dos que perderam suas vidas no atentado, deveríamos levar em consideração também o que as famílias dos jogadores pensam. Esta seria a melhor maneira de homenagear aqueles que morreram. A homenagem não pode ficar acima da segurança deles. A segurança é algo inegociável”, analisou Houngbo.

Na entrevista, o dirigente fez duras críticas à Confederação Africana de Futebol, que, segundo ele, não deu nenhuma informação oficial depois do ataque. “Não recebemos nenhum telefonema, mesmo que fosse um telefonema de condolências, da CAF. Em nenhum momento tivemos uma informação oficial da entidade que nos permitisse tomar alguma medida de segurança em relação ao que aconteceu, levando em conta a gravidade dos fatos”, denunciou o primeiro-ministro.

Para Gilbert Houngbo, é uma “irresponsabilidade” fazer de conta que nada aconteceu. “Todas as pessoas envolvidas em assuntos de segurança diriam que seria uma falta de responsabilidade de nossa parte simplesmente fingir que nada aconteceu, e deixar que o 'show' continue. Por isso, eu acredito que temos que fazer o que seja mais importante para nós, qual seja, manter a segurança de nosso povo, mesmo que isso vá contra o 'espetáculo' que está acontecendo”.

Houngbo finalizou dizendo que se uma equipe ou pessoas se apresentarem com as cores de Togo, “será uma representação falsa, sem validade”.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo