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Por que Gana é a melhor pedida para quem quer torcer por um africano

Copa do Mundo no Brasil, você se envolve em todos os jogos e não quer apenas a Seleção para torcer. É sempre legal ter um segundo time, só para a diversão. E é mais legal ainda se essa equipe for africana, porque… porque… oras, porque sim! Galera faz isso em qualquer Mundial, imagina se não fará em 2014. Então vamos dar uma mão: se você quiser uma seleção africana com mais chance de surpreender, deixe Eto’o e Drogba de lado, você tem de cravar em Gana.

É muito fácil avaliar as seleções africanas apenas pelo talento aparente. Nigéria era o time do Okocha, Gana era o de Abedi Pelé, Marrocos era o de Hadji, Senegal o de Diouf, Camarões foi o de Milla e é o de Eto’o, Egito é o de Aboutrika e, claro, Costa do Marfim é o de Drogba. Aí, a pessoa se surpreende quando o resto do time tem um monte de problemas técnicos ou táticos.

Por isso Gana é forte. Costa do Marfim e Camarões têm os dois melhores jogadores africanos do século 21 (Drogba e Eto’o) e o melhor da atualidade (Yayá Touré, marfinense), mas os Elefantes e Leões Indomáveis são, digamos, pouco confiáveis como equipes. E Gana pode ter nos “apenas bons” Kevin-Prince Boateng e Asamoah Gyan seus principais destaques individuais, mas é um time.

Kingson perdeu espaço no gol, mas Kwarasey aparece como boa opção para o final desta década. Opare e Inkoom são defensores competentes, o meio-campo com Essien, Boateng, Muntari e Kwadwo Asamoah tem muita força física e talento e o ataque conta com Asamoah Gyan, um jogador que costuma crescer com a camisa de sua seleção.

O que torna Gana tão forte é isso. É um time bem organizado com bons jogadores em todos os setores. Não encantará pelo talento como Drogba ou Eto’o, mas é o africano com mais chances de ir longe. Como já aconteceu em 2006 e 2010. E não havia sido à toa.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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