Pênalti absurdo e ataque ineficiente levam Senegal à derrota diante da África do Sul
Neste sábado, a África do Sul recebeu Senegal no Peter Mokaba Stadium, em Polokwane. Pela segunda rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, as duas seleções africanas se enfrentaram em busca dos três pontos que deixariam uma delas mais tranquila até agosto do ano que vem, quando as próximas rodadas do caminho para a Rússia acontecerão. Caminho este que ainda está só no começo, mas que já desperta certo desespero nos sul-africanos, que falharam na fase qualificatória das duas últimas Copas do Mundo (na de 2010, só conseguiram participar porque o evento foi sediado no próprio país). E foi essa vontade e necessidade de vencer que fizeram a África do Sul passar por cima do favoritismo de Senegal com um placar de 2 a 1. Placar que foi construído também graças a um grande engano do juiz, que marcou um pênalti que não existiu.
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Na primeira rodada, os sul-africanos conseguiram um importante ponto diante da Burkina Faso, fora de casa. Precisavam, no entanto, da vitória ante a Senegal, que ganhou de Cabo Verde mês passado, para entrar nesse hiato nas Eliminatórias em uma posição confortável. E foi o que aconteceu. Os Bafana Bafana assumiram a liderança do grupo D abrindo o placar no fim do primeiro tempo, depois de uma penalidade máxima um tanto absurda assinalada pela arbitragem:
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É impossível tentar desmistificar o que se passou pela cabeça do árbitro ao apitar um lance desse. A bola não chegou nem perto de bater no braço ou na mão do jogador senegalês envolvidos na jogada (Kalidou Koulibaly). Mas o pênalti foi marcado, e apesar dos atletas terem se mostrado inconformados, o juiz não voltou atrás em sua decisão. O zagueiro Thulani Hlatshwayo foi para a cobrança e colocou a África do Sul na frente do marcador, que seria ampliado não muito tempo depois. Claro que uma situação injusta como a do penal inexistente desanima todo um time. O de Senegal, porém, deixou se abalar pela sentença da arbitragem e acabou deixando Thulani Serero, meia que joga no Ajax, sozinho na área para bater rasteiro e fazer 2 a 0. Isso segundos antes da primeira etapa ser encerrada no Peter Mokaba Stadium.
Cheikh Ndoye ainda descontou fazendo 2 a 1 faltando 15 minutos para o fim da partida, mas Senegal não conseguiu achar nada desde a volta do intervalo, e diminui muito seu ritmo e intensidade desde então. O ataque senegalês até conseguia produzir alguma coisa, mas falhava na hora de colocar a bola dentro do gol. Nem mesmo Sadio Mané, em excelente fase, conseguiu deixar o seu gol neste sábado. Com esse placar, os Bafana Bafana agora somam quatro pontos no grupo G. Um a mais do que os senegaleses, que jogam em casa com a Burkina Faso em agosto de 2017.



