O Al Ahly atropelou o Espérance e disputará sua 16ª final de Champions Africana, a quarta consecutiva
O Al Ahly já tinha vencido por 3 a 0 na Tunísia e concluiu os trabalhos com o 1 a 0 no Cairo; pegará Wydad ou Mamelodi Sundowns na final

A maior potência do futebol africano está de volta à final da Champions League local. Nesta sexta-feira, o Al Ahly se classificou à decisão, com a imposição no segundo duelo contra o Espérance nas semifinais. Os Diabos Vermelhos já tinham encaminhado sua situação na ida, com a vitória por 3 a 0 na Tunísia. Já na volta, os egípcios conseguiram mais um triunfo no Estádio Internacional do Cairo, desta vez por 1 a 0. O Al Ahly vai em busca de seu 11° título no torneio, com 16 finais na sua conta – incluindo as quatro mais recentes e seis nos últimos sete anos. Agora aguarda o vencedor do duelo entre Wydad Casablanca e Mamelodi Sundowns na outra chave.
O Al Ahly cresceu nesta campanha da Champions Africana. Os Diabos Vermelhos terminaram na segunda posição de seu grupo, abaixo do Mamelodi Sundowns, e só eliminaram o Al Hilal, do Sudão, pelo saldo de gols. Contudo, a força dos egípcios seria provada nas quartas de final, quando despacharam o Raja Casablanca. Também não tomaram conhecimento do Espérance na semifinal, numa revanche pela final perdida em 2018. Percy Tau marcou dois gols e Kahraba assinalou o outro nos confortáveis 3 a 0 da ida na Tunísia. Já nesta sexta, no Cairo, a classificação foi ratificada com o placar de 1 a 0. Percy Tau deu um ótimo lançamento e Hussein El Shahat escapou em velocidade, para executar um leve toque na saída do goleiro e permitir o triunfo.
O domínio do Al Ahly na Champions Africana é notável, sobretudo neste século. Das 16 finais disputadas pelos Diabos Vermelhos, 13 aconteceram desde 2001. Além disso, o aproveitamento é altíssimo, com dez títulos e cinco vices nas finais realizadas até o momento. Desde 2017, só em 2019 que os egípcios não estiveram na finalíssima. Ganharam em 2020 e 2021, com derrotas em 2017, 2018 e 2022. Dois desses vices aconteceram diante do Wydad, que pode pintar no caminho.
Além disso, esta é apenas a terceira vez na história da Champions Africana que um mesmo time chega a quatro finais seguidas. O pioneiro foi o TP Englebert, o atual Mazembe, entre 1967 e 1970. Os congoleses venceram as duas primeiras decisões e perderam as duas seguintes. Já o Al Ahly repetiu a façanha de 2005 a 2008. Foram três troféus e uma derrota para o Étoile du Sahel. Era um time histórico dos Diabos Vermelhos, estrelado por Mohamed Aboutrika, que culminou também no tri do Egito na Copa Africana de Nações, entre 2006 e 2010.
A volta da outra semifinal acontece neste sábado. Wydad Casablanca e Mamelodi Sundowns permanecem com o cenário indefinido. A partida de ida terminou com o empate por 0 a 0 no Estádio Mohammed V, no Marrocos. Desta maneira, os sul-africanos terão a vantagem de atuar em casa no reencontro em Pretória. Embora o Wydad seja o atual campeão, o Mamelodi Sundowns possui um título relativamente recente, em 2016. Na ocasião, os auriverdes venceram a decisão contra um egípcio, o Zamalek.



