África

Na briga pela LC africana

Caminhando para a conquista de mais um título nacional, o Al Ahly não encontra a mesma facilidade pelo continente. Na disputa da segunda fase da Liga dos Campeões, a equipe esteve perto de se despedir da competição. Campeã de três das cinco últimas edições, ela passou apertado pelo inexpressivo Gunners, de Zimbábue. Depois de perder por 1 a 0 o primeiro jogo, devolveu a derrota com uma vitória de 2 a 0 em casa e garantiu vaga na próxima fase.

Com a saída do português Manuel José do clube, o ex-auxiliar Hossam Badry faz a sua primeira temporada à frente do time e, até aqui, vem mantendo a mesma estrutura deixada pelo antigo treinador. A sua maior dificuldade vem sendo, no entanto, fazer com que o grupo retome o mesmo poder de fogo de outrora. A equipe já vinha perdendo força nos últimos anos, é verdade, mas, nesta temporada, parece ter chegado a um ponto em que é preciso fazer algo para se evitar que fique pelo caminho mais uma vez no cenário internacional.

A despeito das especulações, Emad Motaeb, tricampeão africano com os Faraós, segue na liderança do ataque, agora sem o angolano Flavio Amado, negociado com o Al-Shabab, da Árabia Saudita. O problema reside nas peças contratadas para o seu lugar, como Francis Doe e Mohamed Fadl, que não contam com a confiança de Badry e vêm acompanhando as partidas do banco de reservas enquanto Motaeb corre de um lado para o outro, sozinho na linha de frente.

Na próxima fase, o Al Ahly tentará carimbar o seu passaporte para a fase de grupos contra o Al Ittihad, da Líbia. O clube do Norte do continente é apenas uma das tradicionais forças africanas ainda no páreo no torneio. O atual campeão TP Mazembe, o Ismaili, o Espérance e o Al-Merreikh seguem todos na disputa. Chama a atenção também a presença do sul-africano Supersport, em alta em seu país e que, assim como seus compatriotas, historicamente não costuma se dar muito bem longe de casa.

Não há nenhum grande adversário que, a princípio, surja como ameaça ao Al Ahly. Mas para confirmar esse favoritismo, os egípcios terão que cuidar de questões como o seu ataque. Nas últimas edições, a sensação de superioridade dos Diabos Vermelhos era a mesma e, no fim das contas, acompanhamos a zebras como Étoile du Sahel e TP Mazembe. A conferir como será desta vez.

Clubes que têm como hábito frequentar a fase de grupos, como o ASEC Mimosas e o Raja Casablanca, estão fora e não poderão fazer frente ao Ahly numa edição da Liga dos Campeões que, ao contrário do que se possa imaginar, não será tão afetada assim pela disputa da Copa do Mundo no continente, já que, tradicionalmente, ela faz uma pausa no meio do ano antes da divisão das equipes em duas chaves.

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Equipe Trivela

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