África

Guia do Campeonato Egípcio 2011/12

Após uma temporada turbulenta, com o campeonato inativo por três meses e o cancelamento “excepcional” do sistema de rebaixamento, a edição 2011-12 da Premier League egípcia começou nesta sexta-feira e apresenta uma novidade: o número de participantes, que aumentou de 16 para 19. A Federação local entendeu que a Revolução Egípcia, que derrubou o regime do presidente Hosni Mubarak e acabou paralisando o campeonato por um bom tempo, prejudicou as equipes que acabaram rebaixadas, fazendo com que estas fossem mantidas sem que os clubes ascendentes da segunda divisão fossem prejudicados.

A EFA também cogitou a possibilidade de realizar um mini-torneio entre os vice-líderes dos três grupos da segunda divisão (Tersana, Mansoura e Aswan) para que o campeão também subisse de divisão e deixasse a elite com 20 equipes, porém os clubes envolvidos recusaram a “proposta” e só aceitariam jogar a EPL se o número de participantes aumentasse para 22 (!). Polêmicas à parte, a briga pelo título, pra variar, deve ficar entre o Al Ahly, heptacampeão consecutivo, e o Zamalek, que está no ano de comemoração de seu centenário.

Al Ahly
Nome:
Al Ahly Sporting Club
Fundação: 24/abr/1907
Site oficial: www.ahlyegypt.com
Estádio: Cairo Stadium (75.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Manuel José
Colocação em 2010/11: campeão
Competição africana: Liga dos Campeões 2012
Destaque: Mohamed Aboutrika (M)
Fique de olho: Ramy Rabiea (D)
Quem chegou: Ahmed Shedid (D, Al Masry), Mohamed Naguib (D, El Shorta), Fábio Júnior (A, Naval), Elsayed Hamdi (A, Petrojet), Walid Soliman (M, Enppi) e Abdallah Said (M, Ismaily).
Quem saiu: Osama Hosny (A, El Makasa), Francis Doe (A, dispensado), Ahmed Hassan (M, Zamalek), Afroto (M, Ittihad)*, Mohamed Samir (D, Smouha)*, Ahmed Shokry (M, Beni Suef)*, Saad Samir (D, Al Masry), Mostafa Shebeita (M, Wadi Degla), Hany El Egeizy (A, Smouha)*, Amir Sayoud (M, Ismaily)*, Ahmed Ali (D, El Shorta)*, Mohamed Talaat (A, Al Ittihad)*
Objetivo na temporada: título

A hegemonia nacional do Al Ahly pode ser representada de várias formas. Além dos 36 títulos em 54 edições da Premier League, o clube também ostenta a condição de heptacampeão nacional consecutivo. Para os Diabos Vermelhos, a conquista do Campeonato Egípcio não é apenas um objetivo. É uma obrigação.

E justamente por isso a soberania local está longe de aliviar o ambiente conturbado do maior clube da África. Pelo terceiro ano consecutivo, o Al Ahly ficou fora da final da Liga dos Campeões continental. Pior: foi eliminado ainda na fase de grupos. O elenco é considerado ultrapassado, assim como os métodos de trabalho de Manuel José, que se viu obrigado a trocar o tradicional 3-5-2 por um 4-4-2 mais ousado. A boa nova é o patrocínio (milionário para os padrões nacionais) assinado com a empresa de telecomunicações Etisalat, também patrocinadora da EPL, que renderá aproximadamente 22 milhões de dólares ao Ahly em três anos.


Al Masry
Nome:
Al Masry Club
Fundação: 1920
Site oficial: www.almasryclub.com
Estádio: Port Said Stadium (18.000 torcedores)
Cidade: Porto Said
Técnico: Talaat Youssef
Colocação em 2010/11: 7º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Abdoulaye Cissé (A)
Fique de olho: Ahmed El-Shenawy (G)
Quem chegou: Osama Azab (M, El Shorta)#, Mahmoud Shaker (D, Ittihad), Yassin Kamel (D, Bani Sweif)#, Ayman Said M, (El Shorta), Mohamed El Zayat (D, El Gouna), Abdelaziz Tawfik (M, Enppi), Saad Samir (D, Al Ahly), Essam Abdelaati (M, El Shorta)
Quem saiu: Ahmed El Merghani (M, Zamalek), Ahmed Osman Belia (A, El Gouna), Ibrahim El Helali (A, El Gouna), Ahmed Shedid (D, Al Ahly), Mohamed Reda (D, El Shorta), Hani Said (M, Zamalek), Daniel Nana Yeboah (M, Harras Hodoud), Ahmed Abdallah (M, Petrojet), Hesham El Batout (M, Tersana), Ahmed Assem (D, Ittihad)
Objetivo na temporada: vaga em competições africanas

Único representante da cidade de Porto Said na elite, o Al Masry é o terceiro clube com mais participações na EPL (atrás de Al Ahly e Zamalek, claro). O clube vem de uma campanha irregular na temporada passada (terminou em 7º), mas soube preservar o ponto forte da equipe, que é o sistema defensivo. Foram apenas 22 gols sofridos em 30 partidas, e para sonhar mais alto, a equipe sabe que precisará ser mais agressiva.

O bom técnico Talaat Youssef foi mantido e a esperança de gols ainda é a mesma: o atacante Abdoulaye Cissé, nascido em Burkina Fasso e artilheiro do time na última temporada, com sete gols. Na melhor das hipóteses, a equipe tem condições de brigar pelo G-3 e acabar de vez com o estigma de ‘figurante de luxo’ da competição.

Arab Contractors
Nome:
Arab Contractors Sporting Club
Fundação: 1982
Site oficial: www.arabcont.com
Estádio: Arab Contractors Stadium (35.000 torcedores)
Cidade: Nasr City
Técnico: Mohammed Radwan
Colocação em 2010/11: 16º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Mohamed Salah (A)
Fique de olho: Mohamed El-Nenny (M)
Quem chegou: Hossam Osama (A, El Makasa), Fakhreddine Galbi (A, Esperance-TUN)
Quem saiu: Mahdi Soliman (G, Enppi), Saad Samir (D, Al Ahly)#, Mahmoud Samir (M, Ittihad), Mohamed Gamal (D, Bani Sweif), Ahmed Abdelaziz (M, Gaish), Hassan Mohamed (M, Ala’ab Damanhour), Salah Amin (M, Ismaily), Medhat Ramadan (D, Entag El Harby), Mahmoud El Nadi (M, Entag El Harby)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Com a decisão da EFA em cancelar o rebaixamento na temporada passada devido a Revolução Egípcia, o Arab Contractors, que havia sido o último colocado, terá a chance de reconstruir sua trajetória na elite. As marcas do péssimo desempenho em 2010-11, onde perdeu mais da metade de seus jogos (16 de 30) começam a ser apagadas, sobretudo após a boa campanha na Copa do Egito, onde foi semifinalista.

Pesa contra o mercado de transferências limitadíssimo do clube, o que menos contratou dentre as 19 equipes da primeira divisão (apenas um reforço). Sob o comando de Mohammed Radwan, o clube aposta suas fichas em jogadores formados na base. O atacante Mohamed Salah e o meia Mohamed El-Nenny, titulares no Mundial Sub-20 com a seleção egípcia, ganharam prestígio e devem assumir papeis importantes na equipe.

El Dakhleya
Nome: El Dakhleya Football Club
Estádio: El Sekka El Hadeed Stadium (25.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Colocação em 2010/11: campeão do Grupo B da segunda divisão
Competição africana: nenhuma
Destaque: Mohamed Yehia (A)
Fique de olho: Ahmed Magdy (D)
Quem chegou: Hassan Kondi (D, El Makasa), Abdelmonem Ahmed (M, El Gouna), Ahmed Magdy (D, Wadi Degla)*, Sayed Hassam (M, Enppi)*
Quem saiu: Ehab Abouzeid (M, Gaish)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Estreante na primeira divisão egípcia, o El Dakhleya dificilmente escapará do rebaixamento. O elenco é considerado o mais limitado da Premier League, ainda que a base seja basicamente a mesma que desbancou o tradicional Tersana no Grupo B da segunda divisão e foi responsável pela ótima marca de 22 vitórias em 30 partidas. Dos reforços para esta temporada, destaque para os promissores Ahmed Magdy, do Wadi Degla, e o meia Sayed Hassan, do Enppi.


El Geish
Nome: Tala’ea El-Gaish Sporting Club
Fundação: 1997
Estádio: Cairo Military Academy Stadium (28.500 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Farouk Gaafar
Colocação em 2010/11: 9º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Ernest Papa Arko (A)
Fique de olho: Mohamed El Shenawy (G)
Quem chegou: Ehab Abouzeid (M, El Dakhleya), Abou Koné (A, Zamalek), Rami Rabie (A, El Gouna), Ahmed Abdelaziz (M, Arab Contractors), Beshir El Tabei (D, Smouha), Gomaa Mashour (M, Entag El Harby), Ahed (A, Petrojet), Farag Shalabi (M, Petrojet)
Quem saiu: Ayman Hefny (M, El Makasa), Abdallah Ragab (D, Bani Sweif), Mamdouh Abdelhay (M, Bani Sweif), Talaat Moharam (A, Petrojet), Abdelaziz Mohamed (M, Mansoura), Yassin Abdelaal (M, El Shorta), Ehab Abouzeid (M, Mahalla), Ahmed Zakaria (M, Ittihad)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Pertencente às forças armadas egípcias – assim como diversas equipes do futebol local -, o El Geish fez um bom mercado e pode superar o 9º lugar da temporada passada. Para tal, a equipe precisará superar um de seus grandes traumas: a dificuldade em marcar gols. Mesmo com boas opções para o ataque, como o capitão Ernest Papa Arko e Salah Amin, a equipe só marcou 25 gols em 30 partidas na última temporada.

Para solucionar o problema, o marfinense Abou Koné, que não se firmou no Zamalek, é o grande reforço do clube para 2011-12. Farouk Gaafar, ídolo no Zamalek na década de 70, é o responsável pelo comando técnico do clube. Sem muita pressão, a tendência é que a equipe não encontre dificuldades em permanecer na elite.

El Gouna
Nome: El Gouna Football Club
Fundação: 2003
Site oficial: www.elgounafc.com
Estádio: El-Gouna Stadium (30.000 torcedores)
Cidade: El-Gouna
Técnico: Anwar Salama
Colocação em 2010/11: 11º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Ahmed Omran (M)
Fique de olho: Arafa El Sayed (A)
Quem chegou: Innocent Awoa (D, Ittihad), Minusu Buba (A, El Shorta), Ibrahim El Helali (A, Al Masry), Ahmed Osman Belia (A, Al Masry), Mahmoud Atef (G, Al Nasr), Moataz Mahrous (M, Etisalat), Ashour El Adham (M, Zamalek), Amr El Safti (D, Zamalek), Islam Abdelnaby (M, Gasco)
Quem saiu: Essam Mahmoud (G, Wadi Degla), Mohamed El Zayat (D, Al Masry), Rami Rabie (A, Gaish)*, Gamal Hamza (A, El Makasa)*, Abdelmomem Ahmed (M, El Dakhleya), Ramy Adel (D, Smouha), Hamdi Seif (M, Smouha), Hussein Ali (M, Enppi)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Mesmo sem os holofotes voltados para si, o El Gouna é uma equipe que tem condições de surpreender. Para muitos, será apenas mais um na luta contra o rebaixamento, porém o clube mostra ambição e pode se firmar na parte de cima da tabela. O presidente do El Gouna é o empresário Samir Sawiris, que está entre os mil homens mais ricos do mundo (é o 879º, com uma fortuna de mais de 1,4 bilhão de dólares), e que também é acionista de outros clubes, como o Luzern, da Suíça.

Na última temporada, inúmeras deficiências do time ficaram expostas, principalmente a inoperância ofensiva. Segundo pior ataque da última EPL, o Gouna buscou jogadores como Minusu Buba, que marcou sete pelo El Shorta, e a dupla de ataque Belia e El Helali, do Al Masry. Olho neles.

El Makasa
Nome: Misr El-Makasa
Fundação: 1982
Estádio: Fayoum Stadium (10.000 torcedores)
Cidade: Fayum
Técnico: Tarek Yehia
Colocação em 2010/11: 6º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Fouad Salama (M)
Fique de olho: Oussou Konan (A)
Quem chegou: Ayman Hefny (M, Gaish)#, Hany Said (M, Zamalek), Mohamed Ibrahim (M, Ittihad), Osama Hosny (A, Al Ahly), Amir Azmi Megahed (D, sem clube), Gamal Hamza (A, El Gouna), Mohamed Khalaf (G, El-Shorta), Hamada Tolba (D, Smouha), Mohamed Fahmi (M, Ittihad)
Quem saiu: Mahmoud Toba (M, Al Ahly)#, Bogy (A, Zamalek)#, Hussein Hamdi (A, Zamalek), Hassan Kondi (D, El Dakhleya), Hossam Osama (A, Arab Contractors)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Debutante na elite nacional na temporada passada, o Misr El-Makasa fez uma campanha histórica. Além de conquistar um honroso 6º lugar, o time ainda encerrou o campeonato com uma invencibilidade absurda de 16 partidas (ainda que tenham sido contabilizados 10 empates). O responsável pela façanha é o ótimo técnico Tarek Yehia, campeão da LC e da Supercopa Egípcia com o Zamalek e que também marcou época no modesto Entag El-Harby, onde passou boa parte da EPL 2009-10 entre os cinco primeiros colocados.

Hussein Hamdi, artilheiro do time na temporada passada, foi contratado pelo Zamalek. Osama Hosny, do Al Ahly, e Gamal Hamza, do El Gouna, chegam para preencher esta lacuna. Certo mesmo é que tirar pontos do El Makasa não será missão simples. Nem mesmo para o poderoso Al Ahly, que não venceu o time de Fayum na última EPL.

El Shorta
Nome: Ittihad El-Shorta
Fundação: 2005
Estádio: Police Academy Stadium (20.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Helmy Toulan
Colocação em 2010/11: 4º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Mohamed El Fayomi (A)
Fique de olho: Salah Ashour (A)
Quem chegou: Mohamed Reda# (D, Al Masry), Ahmed Kamal (M, Harras Hodoud), Mohamed Elsadat (M, Mansoura), Ali Rabo (M, ASFA Yennega-BUR), Ahmed Ali (D, Al Ahly), Yassin Abdelaal (M, Gaish)*
Quem saiu: Mohamed Naguib (D, Al Ahly), Osama Azab (M, Al Masry), Minusu Buba (A, El Gouna), Ayman Said (M, Al Masry), Samuel Kyere (A, Ittihad), Essam Abdelaati (M, Al Masry), Mohamed Khalaf (G, El-Makasa), Mostafa Moshir (D, Ittihad)
Objetivo na temporada: vaga em competições africanas

Com apenas seis anos de fundação, o Ittihad El-Shorta foi a grande surpresa da temporada passada, ficando em 4º lugar e por pouco não abocanhando uma vaga na Copa da Confederação Africana. Contudo, o clube acabou pagando o preço do sucesso e se desfez de jogadores importantes, como o defensor Mohamed Naguib, que foi para o Al Ahly, e o artilheiro do time na temporada passada, o nigeriano Minusu Buba, contratado pelo El Gouna.

Repetir a façanha será no mínimo improvável, mas as ambições do clube obviamente serão bem maiores. O atacante Mohamed El Fayomi passa a ser o grande nome da equipe, dividindo o protagonismo com o capitão Mohamed Hanafi.

Enppi
Nome: ENPPI Club
Fundação: 1985
Site oficial: www.enppiclub.com
Estádio: Petro Sport Stadium (16.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Mokhtar Mokhtar
Colocação em 2010/11: 5º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Ahmed Abd El-Zaher (A)
Fique de olho: Saleh Gomaa (M)
Quem chegou: Hassan Mahmoud (D, Wadi Degla)#, Ahmed Hosny (A, Smouha)#, Mahdi Soliman (G, Arab Contractors)#, Ahmed Belal (A, Smouha), Kamel Zaiem (M, Sfaxien-TUN), Hussein Ali (M, El Gouna)
Quem saiu: Ahmed Elmohamady (M, Sunderland), Walid Soliman (M, Al Ahly), Abdelaziz Tawfik (M, Al Masry), Mahdi Soliman (G, Petrojet)*
Objetivo na temporada: vaga em competições africanas

Apontado como o grande concorrente do Ismaily na briga pelo G3, o ENPPI começou a temporada com o pé direito. Calando mais de 70 mil pessoas, a equipe venceu o Zamalek na final da Copa do Egito e conquistou o segundo título de sua história – justamente o bicampeonato da Copa. Não obstante, mesmo não conseguindo uma vaga para a Copa da Confederação Africana de 2012, a equipe emplacou o artilheiro da Premier League passada: o atacante Ahmed Abd El-Zaher, autor de 13 gols.

O seu companheiro de ataque, o marfinense Dié Foneyé, também foi mantido, bem como o promissor Saleh Gomaa, de apenas 18 anos. Entretanto, com as vendas de Elmohamady e Soliman, que renderam ótimas cifras, o clube poderia fazer um mercado mais ousado. Destaque apenas para a contratação do meia tunisiano Kamel Zaiem, que chega para ocupar a vaga de Soliman.

Entag El Harby
Nome:
El Entag El Harby
Fundação: 2004
Estádio: Al-Salam Stadium (30.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Osama Orabi
Colocação em 2010/11: 13º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Said Mourad (A)
Fique de olho: Yaro Kwabena (A)
Quem chegou: Wagih Abdelazim (M, Zamalek), Ahmed Fahmi (M, Baladeya-ROM), Tarek Amer (A, CF Braila), Medhat Ramadan (D, Arab Contractors), Mahmoud El Nadi (M, Arab Contractors)
Quem saiu: Reda El Weeshi (A, Ittihad), Abou Mosalem (D, Smouha), Hassan Mousa (A, Bani Sweif), Abdou Shaaban (G, Bani Sweif), Gomaa Mashour (M, Gaish)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Sob o comando de Osama Orabi, o Entag El Harby visa manter o legado do treinador Tarek Yehia, que fez história com o clube fechando a Premier League da temporada 2009-10 em sétimo lugar – justamente na estreia do El Harby na elite. Todavia, o clube desponta como sério candidato ao rebaixamento. Dos reforços para esta temporada, apenas o experiente meia Abdelazim, vindo do Zamalek, inspira alguma confiança. O atacante Said Mourad, que chegou na temporada passada, é a grande esperança de gols do time.


Ghazl El Mahalla
Nome:
Ghazl El Mahalla
Fundação: 1936
Estádio: El-Mahalla Stadium (29.000 torcedores)
Cidade: Al-Mahalla Al-Kubra
Técnico: Salah El-Nahi
Colocação em 2010/11: campeão do Grupo C da segunda divisão
Competição africana: nenhuma
Destaque: Hesham Abokhalil (M)
Fique de olho: Ahmed Magdi (M)
Quem chegou: Islam Siam (M, El Shams), Ehab Abouzeid (M, Gaish)
Quem saiu: Morsi Abdellatif (D, Petrojet), Mohammed Salah (M, Harras Hodoud), Wael Ismail (G, dispensado), Emad Osman (D, Wadi Degla), Salah Soliman (M, Zamalek), Mahmoud Sobhi (M, dispensado)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Exceto os gigantes Al Ahly e Zamalek, o Ghazl El Mahalla é uma das cinco equipes que já conquistaram a Premier League egípcia. Isso foi na longínqua temporada 1972-73, e obviamente, o sonho do bicampeonato não passa nem pela mente do torcedor mais otimista. Rebaixado na temporada 2009-10, o Ghazl fez uma campanha consistente na segundona, desbancando o tradicional Mansoura e garantindo o acesso com duas rodadas de antecedência.

Mas o clube parece ainda não ter “reincorporado” o espírito de uma equipe da elite. A agitação no mercado de transferências é fraca, e o clube se mostra conformado com a saída de jogadores importantes como Morsi Abdellatif, Mohammed Salah e o cobiçado Salah Soliman, de apenas 21 anos. Escapar do rebaixamento é o limite dos comandados de Salah El-Nahi.

Haras El Hedood
Nome: Haras El Hodood Club
Fundação: 1950
Estádio: El Max Stadium (22.000 torcedores)
Cidade: Alexandria
Técnico: Tarek El Ashry
Colocação em 2010/11: 8º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Ahmed Eid (M)
Fique de olho: Islan Ramadan (D)
Quem chegou: Mohammed Salah (M, Mahalla), Daniel Nana Yeboah (M, Al Masry)
Quem saiu: Alaa Shaaban (M, Al Ahly)#, Ahmed Kamal (M, El Shorta), Islam El-Shater (D, Petrojet), Mohamed Abdelmaguid (D, Mansoura)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Nas últimas cinco temporadas, o Haras El Hedood nunca ficou em uma colocação abaixo do 8º lugar. Apesar da estabilidade, é uma equipe que sempre inicia e termina a Premier League como coadjuvante. Não que seja um demérito, claro. Novamente disposto a incomodar os grandes, o El Hedood não fez loucuras na janela de transferências. Para suprir a venda de Kamal ao El Shorta, o clube foi atrás do ganês Yeboah, do Al Masry.

Ao menos os dois destaques da equipe foram mantidos. O artilheiro Ahmed Hassan Mekki, que anotou 10 gols na temporada passada e já foi cobiçado pelo Stuttgart, concordou em ficar, bem como o meia Ahmed Eid, vice-artilheiro do último Egipcião com onze gols.

Ismaily
Nome:
Ismaily Sporting Club
Fundação: 1924
Site oficial: www.ismaily.org
Estádio: Ismailia Stadium (18.525 torcedores)
Cidade: Ismaïlia
Técnico: Mahmoud Gaber
Colocação em 2010/11: 3º lugar
Competição africana: Copa da Confederação Africana 2012
Destaque: Hosny (M)
Fique de olho: Amir Sayoud (M)
Quem chegou: Amir Sayoud (M, Al Ahly)*, Ahmed Ali (A, Al Hilal Riad)#, Salah Amin (M, Arab Contractors)
Quem saiu: Abdallah Said (M, Al Ahly), Mostafa Gaafar (A, dispensado), Abdelrahman Mosaad (M, dispensado), Shady (D, Telephonat Bani Sweif), Islam Emad (M, Ittihad)
Objetivo na temporada: vaga em competições africanas

Terceira força do futebol egípcio, o Ismaily não dá sinais de que possa ameaçar o “reinado” de Al Ahly e Zamalek. O técnico Hossam Hassan, vice-campeão egípcio com o Zamalek na temporada passada, foi contratado e parecia o nome certo para colocar o clube em um novo patamar. Todavia, após a eliminação do Ismaily na Copa do Egito para o Arab Contractors, o novo presidente Raafat Abdel-Atheem surpreendentemente demitiu o treinador, que só tinha duas partidas à frente da equipe.

Mahmoud Gaber, o novo comandante, entrou numa fogueira. Basicamente dois problemas tumultuam o ambiente do clube: a insegurança e a situação financeira. Os ‘ultras’ do Ismaily já protagonizaram episódios violentos na Copa do Egito – o que, infelizmente, não tem sido coisa rara no país. Pra piorar, o clube já teve três diretores diferentes só nos últimos dois meses, sem que nenhum reorganize o caixa dos Mango Boys – mesmo com a venda do craque do time, Abdallah Said, para o Al Ahly.


Ittihad Alexandria
Nome: Union Alexandria Sporting Club
Fundação: 1914
Site oficial: www.eletthad.com
Estádio: Alexandria Stadium (13.660 torcedores)
Cidade: Alexandria
Técnico: José Maceda
Colocação em 2010/11: 14º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Ahmed Galal (A)
Fique de olho: Mohamed Hamdy (A)
Quem chegou: Afroto (M, Al Ahly)*, Reda El Weeshi (A, Entag El Harby), Samuel Kyere (A, El Shorta), Mahmoud Samir (M, Arab Contractors), Mohamed Talaat (A, Al Ahly)*, Ahmed Assem (D, Al Masry), Mustafa Karim (A, Bani Yas-UAE), Islam Emad (M, Ismaily), Ahmed Zakaria (M, El Geish), Mahmoud Ramadan (M, Suez Cement), Mohamed Kawarshy (D, Wadi Degla), Mostafa Moshir (D, El Shorta)
Quem saiu: Innocent Awoa (D, El Gouna), Mohamed Ibrahim (M, El Makasa), Edet Otobong (A, Al-Hilal-SUD), Mahmoud Shaker (D, Al Masry), Ahmed Ali (D, Al Ahly)#, Hany El Egeizy (A, Al Ahly)#, Marc Mboua (M, Smouha), Mohammed Gaber (D, Bani Sweif), Islam El Nagari (G, Tersana)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Terceiro clube de maior torcida no Egito, o Ittihad Alexandria (antepenúltimo em 2010-11) é considerado o principal responsável pelo cancelamento do sistema de rebaixamento na temporada passada. Além dos protestos da torcida em frente à sede da EFA, a Federação não via com bons olhos o rebaixamento de um clube com tamanha tradição – vale lembrar que o Ittihad foi o primeiro a apoiar a ideia de fundar uma Associação de Futebol no país, e por isso goza de bastante prestígio entre os diretores.

Passado o susto, a tendência é que o Ittihad faça uma temporada bem mais tranquila. Por empréstimo, o clube garantiu a chegada de Afroto e Talaat, ambos do Al Ahly, mas perdeu jogadores importantes, como Otobong e Ali. O espanhol José Maceda é o novo treinador.

Petrojet
Nome: PetroJet Football Club
Fundação: 1980
Site oficial: www.petrojet.com.eg
Estádio: Suez Stadium (25.000 torcedores)
Cidade: Suez
Técnico: Taha Basry
Colocação em 2010/11: 10º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Eric Bekoe (A)
Fique de olho: Marwan Mohsen (A)
Quem chegou: Mahmoud Toba (M, Al Ahly), Mohamed Youness (D, Zamalek), Morsi Abdellatif (D, Mahalla), Islam El-Shater (D, Harras Hodoud), Mahdi Soliman (G, Enppi), Talaat Moharam (A, Gaish), Wael Farag (A, Asyut Petrol), Ahmed Abdallah (M, Al Masry)
Quem saiu: Elsayed Hamdi (A, Al Ahly), Ahmed Fawzi (G, Bani Sweif), El Fakahany (D, Bani Sweif), Ahmed Abdelaziz (D, Bani Sweif), Ahmed El Fooli (M, Bani Sweif), Ahed (A, Geish), Farag Shalabi (M, Gaish), Cofie Bekoe (M, Lierse-BEL)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Afiliado a uma das maiores companhias de petróleo do Egito, o Petrojet vem de sua pior campanha em cinco temporadas na elite. A equipe fechou a última EPL num decepcionante 10º lugar, que acabou custando o emprego do técnico Mohamed Omar – substituto de Helmi Toulan, outro demitido com a temporada em andamento. Taha Basry, o novo comandante, possui um elenco razoável para brigar na metade de cima da tabela.

O atacante ganês Eric Bekoe, que desde 2009 se firmou como o principal goleador do time, agora é a ‘estrela solitária’ do Petrojet. Isso porque o versátil Cofie Bekoe, também ganês, vai tentar a sorte no futebol belga. O atacante Elsayed Hamdi também foi embora, abrindo espaço para o promissor Marwan Mohsen, que já marcou três gols em apenas duas partidas pela seleção egípcia (sua estreia foi no mês passado, contra Serra Leoa).

Smouha
Nome:
Smouha Sporting Club
Fundação: 1949
Site oficial: www.smouhaclub.com
Estádio: Alexandria Stadium (13.660 torcedores)
Cidade: Alexandria
Técnico: Mimi Abdul Razek
Colocação em 2010/11: 15º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Godwin Attram (A)
Fique de olho: Samuel Affum (A)
Quem chegou: Ramzi Saleh (G, Al Merreikh-SUD), Marc Mboua (M, Ittihad), Hany El Egeizy (A, Al Ahly)*, Abou Mosalem (D, Entag El Harby), Ramy Adel (D, El Gouna), Mohamed Samir (D, Al Ahly)*, Hamdi Seif (M, El Gouna)
Quem saiu: Ahmed Hosny (A, Enppi)#, Hesham Mohamed (M, Al Ahly)#, Ahmed Belal (A, Enppi), Hassan El Shami (D, Wadi Degla), Beshir El Tabei (D, Gaish), Ibrahim Marzouk (M, Mansoura), Hamada Tolba (D, Smouha)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Em sua segunda temporada na elite, o Smouha poderia até ser considerado o ‘primo pobre’ de Alexandria, mas nesse caso, ‘pobre’ não é bem a palavra que define o clube. O presidente do Smouha é o milionário Mohamed Farag Amer, membro do parlamento egípcio e dono de uma empresa de alimentos renomada no país. Apesar do status, seu clube também só escapou do rebaixamento devido à mudança das regras da competição.

Nesta temporada, a equipe briga para fazer um campeonato ‘sem sustos’. A esperança fica a cargo de uma dupla ganesa que está dando o que falar: o experiente Godwin Attram, autor de nove gols na temporada passada, e Samuel Affum, considerado o atacante estrangeiro mais promissor do futebol egípcio, que balançou as redes sete vezes. O perigo está na defesa, quarta pior da última EPL com 45 gols sofridos.

Telephonat Bani Sweif
Nome: Telephonat Bani Sweif
Estádio: Bani Sweif Stadium (10.000 torcedores)
Cidade: Beni Suef
Técnico: Hamza El-Gamal
Colocação em 2010/11: campeão do Grupo A da segunda divisão
Competição africana: nenhuma
Destaque: Shady (D)
Fique de olho: Ahmed Shokry (M)
Quem chegou: Mamdouh Abdellhay (M, Gaish), Mohammed Gaber (D, Ittihad), Ahmed El Fooli (M, Petrojet), Abdou Shaaban (G, Entag El Harby), Ahmed Fawzi (G, Petrojet), El Fakahany (D, Petrojet), Ahmed Abdelaziz (D, Petrojet), Abdallah Ragab (D, Gaish), Hassan Mousa (A, Entag El Harby), Ahmed Shokry (M, Al Ahly)*, Mohamed Gamal (D, Arab Contractors), Shady (D, Ismaily), Mahmoud Aziz (M, Wadi Degla), Udo Nwoko (M, PAS Hamedan), Ahmed Ghanem Soltan (D, Zamalek), Mahmoud El Bagry (D, Zamalek).
Quem saiu: Yassin Kamel (D, Al Masry)#.
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Promovido à primeira divisão pela primeira vez em sua história, o Telephonat Bani Sweif, que pertence a uma empresa de comunicação (tal como o nome sugere), desponta como o time mais forte dentre os que ascenderam da segundona. O clube reformulou seu elenco e contratou nada menos que 16 jogadores. Udo Nwoko, que teve uma passagem relâmpago pelo Náutico em 2009, é um deles.

Contudo, os reforços mais comemorados vieram dos ‘grandes’ do país. El Bagry, Gaber e principalmente o veterano Shady chegam para dar consistência defensiva ao time. Do meio pra frente, destacam-se o jovem meia Shokry, emprestado pelo Al Ahly, e o atacante Hassan Mousa, que mesmo com 35 anos, chega para ser referência do ataque do Bani Sweif.

Wadi Degla
Nome: Wadi Degla Football Club
Fundação: 2002
Site oficial: www.wdfc.com
Estádio: Cairo Military Academy Stadium (22.000 torcedores)
Cidade: Cairo
Técnico: Walter Meeuws
Colocação em 2010/11: 12º lugar
Competição africana: nenhuma
Destaque: Mostafa Shebeita (M)
Fique de olho: Mostafa Talaat (M)
Quem chegou: Essam Mahmoud (G, El Gouna), Mohamed Abdelwahed (M, Lierse-BEL), Emad Osman (D, Mahalla), Hassan Mostafa (M, Zamalek), Mostafa Shebeita (M, Al Ahly), Hassan El Shami (D, Smouha), Mohamed Refaei (M, Zamalek), Amir Tawfik (G, Etisalat)
Quem saiu: Hassan Mahmoud (D, Enppi), Jesus Gomez (M, Lierse-BEL), Ahmed El Far (M, dispensado), Mahmoud Aziz (M, Bani Sweif), Ahmed Magdy (D, El Dakhleya), Wael Ismail (A, Tersana), Mohamed Kawarshy (D, Ittihad)
Objetivo na temporada: lutar contra o rebaixamento

Em sua primeira temporada na elite, o Wadi Degla cumpriu sua missão: ficou fora da zona de rebaixamento (ainda que, no fim das contas, isso não tenha significado absolutamente nada). Para 2011-12, o clube certamente não mexeu no planejamento. Os artilheiros da equipe na temporada passada, Ashour El Teki e Abdul-Fattah Al Agha, foram mantidos, bem como o meia Mostafa Shebeita, que agora foi adquirido em definitivo.

Em compensação, o meia venezuelano Jesus Gomez foi para o Lierse, da Bélgica (que é presidido por um egípcio). Ainda que não seja um clube de tradição no país, o Wadi Degla é conhecido pela sua ótima academia de formação, que possui parcerias com o Arsenal e com o próprio Lierse. Aos poucos, o clube sonha que esta reputação também seja ‘transferida’ para o time principal.

Zamalek
Nome:
Zamalek Sporting Club
Fundação: 5/jan/1911
Site oficial: www.elzamalek.org
Estádio: Cairo International Stadium (75.000 torcedores)
Cidade: Giza
Técnico: Hassan Shehata
Colocação em 2010/11: 2º lugar
Competição africana: Liga dos Campeões 2012
Destaque: Amr Zaki (A)
Fique de olho: Mohammed Ibrahim (M)
Quem chegou: Hussein Hamdi (A, El Makasa), Ahmed El Merghani (M, Al Masry), Ahmed Hassan (M, Al Ahly), Karim Alhassan (D, Hearts of Oak-GAN), Salah Soliman (M, Mahalla), Razak Omotoyossi (A, Syrianska)
Quem saiu: Hani Said (M, El Makasa), Abou Koné (A, Gaish), Mohamed Amine Aoudia (A, ES Sétif), Mohamed Youness (D, Petrojet), Amr El Safti (D, El Gouna), Ashour El Adham (M, El Gouna), Hassan Mostafa (M, Wadi Degla), Wagih Abdelazim (M, Entag El Harby), Emad Mohammed (A, Sepahan Isfahan-IRQ), Hussein Yasser (M, Lierse-BEL), Ahmed Ghanem Soltan (D, Telephonat Bani Sweif)*
Objetivo na temporada: título

Desde a temporada 2003-04 sem saborear a conquista do Campeonato Egípcio, o Zamalek tem uma fórmula definida para voltar a ser competitivo: apostar na experiência. Além de jogadores como Mido, Amr Zaki e Shikabala, figurinhas carimbadas do futebol egípcio e remanescentes do elenco da última temporada, o clube agora conta com o ‘interminável’ meia Ahmed Hassan, ex-Al Ahly e recordista de partidas pela seleção egípcia, e o técnico Hassan Shehata, tricampeão consecutivo da Copa das Nações Africanas com o Egito.

O elenco é considerado de alto nível. Ahmed Gaafar e o recém-contratado Razak Omotoyossi também despontam como boas opções para o ataque, e Shehata ainda terá de quebrar a cabeça para aproveitar jovens promessas como Mohamed Ibrahim, Omar Gaber e Ahmed Tawfik. No ano do centenário, o Zamalek tem tudo para quebrar o vexame da temporada passada, onde chegou a liderar com seis pontos de vantagem para o Al Ahly e deixou o trofeu escapar na reta final.

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