África

Felipão na seleção de Gana?

Fim de Copa é sempre a mesma coisa. Técnicos que vão pra lá, outros que vêm pra cá. Em meio a isso, currículos voam para todos os lados. Nada de novo aí. Alguns cargos naturalmente são mais cobiçados do que outros. O de Gana, por exemplo, parece ser um deles. Seleção de boa campanha no Mundial, esteve perto de chegar às semis do torneio e apresentou uma geração bastante promissora

O futuro está lá, para quem assumir o comando da equipe. É só questão de dar sequência ao trabalho do sérvio Milovan Rajevac – o talento, todos já puderam ver, ficou claro na última Copa Africana de Nações. Aparentemente, muita gente está de olho nessa boquinha. O site “Ghanasoccernet” revelou que mais de 100 técnicos teriam se candidatado à vaga. Entre eles, o palmeirense Luiz Felipe Scolari.

Nome de maior peso na lista, Felipão já teve, inclusive, a sua possível ida para o país analisada por boleiros do quilate de Marcel Desailly, ex-Chelsea e Milan, que também concorre ao posto. Além deles, também aparecem na lista de candidatos o italiano Gianfranco Zola e o espanhol Juande Ramos.

Difícil acreditar que tal notícia possa ser mesmo verdade. Ontem mesmo, na esteira de todos os fatos que se desenrolaram no Palestra Itália, com a destituição do departamento de futebol pelo presidente interino do time, o treinador soltou uma nota deixando claro que nada mudava em seu trabalho.

Scolari, claro, não se referia ao boato que surgiu vindo de Gana. Talvez nem precisasse. Isto porque, mesmo no país africano, há muito pouca gente que leva a sério a possibilidade de contratação do brasileiro. A fonte da notícia, digamos, não é das mais confiáveis.

O “Ghanasoccernet” esteve, inclusive, envolvido em toda a polêmica que desencadeou na saída de Rajevac do comando das Estrelas Negras. A história é recheada de detalhes interessantes, mas, partindo para o que interessa, cabe dizer que o dono do site é o representante local da Virtus International, empresa que toma conta da carreira de alguns profissionais da bola, entre eles, Rajevac, contra quem, por conta disso, chegaram a recair algumas acusações de favorecimento em listas e divulgação de notícias.

Por coisas como essa, o “Ghanasoccernet” sempre se destacou por dar informações em primeira mão. Esta, porém, a despeito de sua repercussão – com a palavra de Desailly sobre o caso – soa muito pouco confiável.

Al Ahly mais uma vez por lá

A vida dos egípcios não é fácil. Muitas vezes escondidos dentro de seu próprio país, veem com alguma frequência seus times perecerem pelo continente. A explicação não é lá tão complicada de sacar. Vem do calendário da Liga dos Campeões, o mesmo do Brasil. Ou seja, quando o torneio entra em sua reta decisiva, na fase de grupos, o time deveria estar relaxado, pronto para as férias.

Na prática, porém, a coisa não funciona bem assim, e a equipe se depara com a obrigação de dividir seu elenco e tirar da cartola outras engenharias para manter todos jogadores na ativa, driblando o cansaço. O português Manuel José, ex-técnico de Angola, sabia contornar bem essa questão durante seus tempos de Al Ahly. Aparentemente, seu sucessor e também ex-porta-voz, Hossam Al-Badri, não deveria encontrar problemas. Local, esteve lá para ver como tudo funciona.

Mais uma vez, contudo, quando se foge da teoria, nem sempre as coisas saem como se imagina. As garrafas atiradas na direção do técnico egípcio, em confronto pela Liga dos Campeões, certamente revelam algo a respeito. Não é novidade falar disso aqui, mas vamos lá de novo: o Al Ahly está longe de ser o mesmo dos últimos anos, e pinta como azarão na briga pelo título do campeonato nesta temporada.

Seu desempenho na fase de grupos depõe bastante a respeito. Passaram apenas na segunda colocação, seis pontos atrás do primeiro colorado. A base segue sendo a mesma de outros carnavais – só lembrando, os angolanos Flávio e Gilberto estão fora; enquanto que Aboutrika segue no Cairo –, com o acréscimo notável de Geddo, reserva sensação na última CAN.

Se será suficiente para encarar o Espérance, vamos ver. Os times tunisianos têm crescido pelo continente, e o ECT conta com a presença do matador nigeriano Michael Eneramo, artilheiro da LC com sete gols e de quatro tentos em cinco jogos na liga nacional. É daqueles velhos conhecidos do torneio do qual não se deve perder de vista.

Falaria o mesmo de Tresor Mputu, de algumas aventuras pela Europa, namoros com gente como Arsenal, mas ele não estará lá dessa vez. O TP Mazembe, sim. Suspenso por um ano pela Fifa depois de agredir um árbitro em jogo pela Taça Cecafa, o atacante cumpre pena ao lado do meia Basilila Lusadisu, outro destaque dos congoleses alvinegros.

Eles não poderão ajudar os atuais campeões no duelo contra o JS Kabylie, que pinta como favorito ao título e vem de campanha arrasadora na fase anterior. Caso chegue à final, pode vir a protagonizar mais um confronto Argélia-Egito no continente.

Os jogos de ida das semifinais serão disputados neste domingo. As partidas de volta estão marcadas para daqui a pouco mais de duas semanas.

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Equipe Trivela

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