África

Eto’o acusa federação camaronesa de ameaçá-lo de morte

A relação tensa entre Samuel Eto’o e a Federação Camaronesa de Futebol vai muito além de um conflito de interesses. O atacante afirmou que sofre ameaças de morte desde que decidiu denunciar a corrupção e a incompetência dos dirigentes da entidade. O veterano se recusou a participar do último amistoso dos Leões Indomáveis, disputado em fevereiro, contra a Tanzânia.

“Os dirigentes querem atentar contra a minha vida, querem me assassinar. Vivo agora com um grupo de seguranças e um deles dorme diante da minha porta. Não faço por esnobismo, mas por segurança”, declarou o atacante, em entrevista à revista Je Wande.

Eto’o revelou que os temores alteram até mesmo sua rotina com a seleção: “Atualmente, não coloca as camisas do combinado que nos dá a federação, peço diretamente à Puma. Não como com meus companheiros para evitar que coloquem veneno na comida”.

A situação entre Eto’o e a federação começou a complicar em dezembro de 2011, quando o atacante organizou boicote a um amistoso por conta do atraso no pagamento de uma premiação. O jogador foi suspenso por sete jogos, mas o primeiro-ministro Philemon Yang acabou solicitando seu retorno.

Já em agosto de 2012, Eto’o protestou contra a entidade antes de partida contra Cabo Verde pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações, se recusando a entrar em campo por conta do “amadorismo e da má organização” da FCF. Novamente Yang interveio no caso e o veterano entrou em campo no jogo de volta dos cabo-verdianos, não evitando a eliminação camaronesa.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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