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Espérance segura pressão, mas Al Ahly arranca empate

Al Ahly e Espérance se enfrentaram no primeiro jogo da decisão da Liga dos Campeões da África neste domingo. E a definição do representante do continente no Mundial de Clube de 2012, que pode enfrentar o Corinthians nas semifinais, continua bastante nebulosa. Maiores campeões do torneio, os egípcios mandaram na partida, mas não conseguiram passar do empate por 1 a 1 contra os tunisianos, atuais detentores do título.

Por conta dos incidentes recentes no futebol egípcio, a decisão foi realizada em Alexandria no Estádio Borg El Arab. Apesar da capacidade para 86 mil espectadores, apenas 20 mil torcedores puderam ocupar as arquibancadas, em consequência das medidas de segurança tomadas pelo governo desde o desastre de Port Said, ocorrido no início do ano, no qual morreram 74 torcedores do Al Ahly.

Apesar das adversidades, os egípcios foram superiores durante todo o primeiro tempo. Dominando a posse de bola no campo ofensivo e sufocando a defesa do Espérance, o time da casa teve sua melhor chance aos 33 minutos. De volta ao time após dois meses de suspensão, o veterano Mohamed Aboutrika recebeu livre dentro da área e errou o gol.

Logo aos quatro minutos do segundo tempo, o Esperánce abriu o placar. Em cobrança de escanteio, o goleiro Sherif Ekramy saiu mal do gol e Walid Hichri desviou de cabeça. E, assim como já tinha sido no início, o segundo tempo contou com a pressão do Al Ahly. Os egípcios não conseguiam passar pelo goleiro Moez Ben Cherifia, em noite inspirada. O empate, por fim, saiu aos 43, em chute potente de Ahmed Fathi, após boa jogada de El-Sayed Hamdi.

O jogo de volta está marcado para o dia 17 de novembro, em Tunis. O Espérance deve contar com a volta de seu principal jogador, Youssef Msakni. Indicado ao prêmio de melhor jogador africano de 2012, o atacante passou por cirurgia para retirar o apêndice na última quinta-feira.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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