Dois suspeitos são presos em Cabinda

A polícia angolana prendeu nessa segunda-feira dois homens suspeitos de terem participado do ataque ao ônibus da seleção togolesa, na última sexta-feira. A dupla foi capturada em Cabinda, na mesma estrada onde aconteceu a emboscada, que causou a morte do assistente técnico e do assessor de imprensa da seleção de Togo.
“Duas pessoas foram capturadas e, quando tivermos maiores informações, passaremos para o público”, disse Antonio Nito, procurador da província de Cabinda. Depois do atentado, a seleção togolesa desistiu da Copa Africana de Nações e deixou a Angola no domingo à tarde. A equipe retornou para Togo, seguindo ordens do governo do país.
“É muito triste. É duro para a África e para nós”, disse Emmanuel Adebayor, capitão da seleção de Togo. O atacante do Manchester City ainda acrescentou. “Essas coisas fazem parte da vida, temos de aceitá-las”.
O torneio era uma forma de mostrar a recuperação de Angola após 27 anos de guerra civil, que acabou em 2002. Mas, ao invés disso, o atentado mostrou a falta de habilidade do governo em controlar a situação de insurgência na região de Cabinda, rica em petróleo.
A FLEC, grupo separatista da região de Cabinda, assumiu a responsabilidade pelo atentado. O secretário-geral da organização, Rodrigues Mingas, alertou o governo de Angola sobre a possibilidade de novos ataques na região durante o torneio continental.



