Africa

Belo gesto: Jogadores de Marrocos doam sangue às vítimas do terremoto no país

Seleção de Marrocos se mobilizou para doar sangue e incentivar mais gente a apoiar as vítimas do terremoto na região de Marraquexe

A seleção de Marrocos teve um belo gesto solidário, diante da tragédia ocorrida no país. Nesta sexta-feira, um terremoto de 6.9 de magnitude na Escala Richter deixou mais de 2 mil vítimas fatais na região de Marraquexe, além de outros milhares de feridos e afetados. Presente no território marroquino por causa da Data Fifa, o elenco treinado pelo técnico Walid Regragui se uniu para realizar uma grande doação de sangue aos necessitados. É uma maneira contundente de demonstrar apoio em meio à necessidade.

Uma das principais lideranças de Marrocos, o lateral Achraf Hakimi falou sobre a postura de sua equipe, importante para incentivar mais gente a realizar doações: “Estamos passando por um período difícil para vários compatriotas. É hora de nos ajudarmos para salvar o máximo de vidas. Minhas condolências a todos que perderam algum ente querido”. Os marroquinos demonstram sua unidade depois da histórica campanha até as semifinais da Copa do Mundo de 2022, que gerou grande comoção no país.

Marrocos deveria enfrentar nesta Data Fifa a Libéria, em partida que fecharia a campanha das equipes nas eliminatórias da Copa Africana de Nações de 2024. No entanto, diante da tragédia, o duelo na cidade de Agadir acabou adiado. Os marroquinos estão confirmados na fase final da CAN 2024, enquanto os liberianos não têm mais chances de classificação. Assim, o adiamento nada mais é que uma decisão de bom senso.

Os números do terremoto

O epicentro do terremoto aconteceu na cordilheira do Atlas, a pouco mais de 70 quilômetros de distância de Marraquexe. A cidade de 930 mil habitantes foi a mais afetada pelos efeitos dos tremores. Dezenas de prédios foram destruídos, incluindo locais históricos. Uma das regiões mais danificadas foi o centro antigo de Marraquexe, protegido como patrimônio pela Unesco. Os efeitos do terremoto também foram sentidos em países próximos como Espanha, Portugal, Mauritânia e Argélia.

Este já é o terremoto mais mortal ocorrido em Marrocos desde 1960. Até este domingo, o número de mortos chega a 2,1 mil pessoas, enquanto as equipes de resgate continuam seus trabalhos para retirar mais gente dos escombros. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 mil pessoas que vivem na região de Marraquexe sofreram algum impacto da tragédia. São milhares de desabrigados, com casas que tiveram suas estruturas comprometidas pelo tremor. Durante as últimas horas, surgiu inclusive uma notícia de que Cristiano Ronaldo tinha aberto as portas de seu hotel em Marraquexe para receber desabrigados. A informação, porém, foi desmentida pela imprensa local.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Jogo mantido em Marraquexe

Apesar da tragédia, Marrocos ainda vai sediar uma partida das eliminatórias da CAN 2024 nesta Data Fifa. Gâmbia e Congo farão o duelo decisivo pelo Grupo G em Marraquexe, para ver quem se classifica para a fase final do torneio continental. Apesar da situação grave que acontece no país, a Confederação Africana de Futebol decidiu manter a realização do embate em campo neutro. É uma posição passível de críticas, sem se preocupar com o deslocamento de equipes policiais para o estádio, quando os esforços deveriam se concentrar no salvamento.

A seleção pré-olímpica do Brasil também foi afetada pelo terremoto. A equipe está em Marrocos, para a disputa de dois amistosos contra a equipe sub-23 do país. O time estava hospedado na cidade de Fez e os jogadores sentiram o tremor na noite de sexta, mas sem consequências. Através de nota oficial, a CBF manifestou sua solidariedade com os marroquinos e as condolências para as vítimas. O segundo amistoso que Brasil e Marrocos fariam acabou cancelado, compreensivelmente.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo