África

Da Tunísia com (Ben) Amor

Bom, vamos lá, muita coisa acontecendo pela África e é preciso fechar esse capítulo. Você já sabe bem o quê. E, aliás, pode até considerar desnecessário esse ponto final. É mais por desencargo de consciência mesmo. Tanto assunto surgindo por aí, Issa Hayatou envolvido em escândalos, e você me vem com Liga dos Campeões? Pois é, tente entender. Dependendo de como for, falamos sobre o cartola na próxima oportunidade.

Mas posso adiantar que é aquilo mesmo, nada muito diferente do que já estamos acostumados por aqui, com Ricardo Teixeira. Obviamente, com uma ou outra particularidade. A África é rica nisso. Em gente poderosa que recorre a expedientes grotescos para tentar se dar bem. Ben Amor é um deles. Cara calejado, de algumas LC já jogadas e prestígio local. Enfim, para ali, para o que se entende por futebol tunisiano, pode-se dizer que se trata de alguém com alguma relevância.

Outro que não foge à regra, no entanto. A fatura já estava liquidada – ninguém aqui apostava numa reviravolta do Espérance depois de perder por 5 a 0 no jogo de ida, apostava? Pois bem, a turma da Tunísia até que criou alguma esperança, abriu o placar, mas ficou por ali mesmo.

Não deu pra comemorar muito. Logo em seguida, na comemoração, Ben Amor, beque que tem muito pouco de amável e muito de rancoroso, resolveu se vingar pela humilhação da primeira partida e cuspiu no rosto de um jogador do TP Mazembe. Na cara dura. Acabou expulso e deixando o ESS com um homem a menos em campo, sem pai, nem mãe.

Caminho aberto para que os congoleses apenas cozinhassem o confronto e chegassem ao empate na segunda etapa. Festa mais do que garantida. O time alvinegro se tornava o primeiro na história do continente a conquistar o bi do torneio em dois períodos diferentes.

Fica agora no aguardo da definição do vencedor da final da Copa CAF, entre FUS Rabat e CS Sfaxien. Do confronto, sairá o adversário na próxima Supercopa Africana. Não é isso bem, claro, com o que o clube do bilionário Moïse Katumbi se preocupa. Pelo segundo ano consecutivo, a equipe parte para a disputa do Mundial. Dessa vez, mais experimentada, sem o clima de “já ganhou” que, acredite, costuma tomar conta dos africanos antes dessas viagens e que tanto os prejudica.

O Al Ahly é prova disso. Terceiro lugar em uma das edições do campeonato, só conseguiu chegar até lá quando se deu conta do espírito que deveria embalar o seu grupo. Hoje, porém, o time, bicho-papão do continente, anda em baixa e viu o seu técnico Hossam Al-Badri pedir demissão recentemente. É o fim de uma era no clube, iniciada ainda com o português Manuel José. Como se vê, o caminho está aberto para que o TP Mazembe e seu dinheiro reinem pela Liga dos Campeões por mais alguns anos.

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Equipe Trivela

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