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CAN 2013: Fracasso do norte, domínio da África Ocidental

A hegemonia desfrutada pelos países do norte nas últimas edições da Copa Africana de Nações desapareceu neste ano. Campeã de quatro das últimas cinco edições, a região sequer classificou uma equipe para as quartas de final do torneio. Marrocos, Argélia e Tunísia fracassaram na primeira fase, enquanto Egito e Líbia sequer estiveram na África do Sul.

É a primeira vez desde 1992 que os países do norte da África não emplacam nos mata-matas da CAN – naquela ocasião, Egito, Marrocos e Argélia estiveram entre as quatro seleções eliminadas na fase de grupos. Dos 28 títulos da Copa Africana, 10 ficaram com as seleções do norte. Além disso, Egito, Tunísia, Argélia e Marrocos estão entre os países com mais participações, cada um se classificando ao menos 15 vezes.

Em contrapartida, a Copa Africana de 2013 marca o ápice da África Ocidental, rival histórica do norte na competição, com 11 títulos. Gana, Nigéria e Costa do Marfim tentam ampliar suas conquistas, enquanto Mali, Cabo Verde, Burkina Faso e Togo buscam o feito inédito. Já a anfitriã África do Sul é a única intrusa nas quartas de final.

Exportando os principais jogadores do continente, é fácil perceber a presença dos jogadores da África Ocidental nos grandes clubes europeus – Drogba, Yaya Touré e Adebayor são exemplos. Por outro lado, a África do Norte conta com ligas nacionais mais fortes e clubes dominantes nos torneios continentais, mas não têm conseguido capitalizar esse potencial para as equipes nacionais. Enquanto isso não acontece, só assistirão à fase final da CAN.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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