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Autor do gol que selou classificação de Angola na Copa Africana de Nações foi sondado pelo Grêmio em 2020

O centroavante Zini foi alvo do Grêmio em 2020, que chegou a ter proposta recusada, segundo o GE

A Seleção de Angola entrou em campo na última rodada da fase de grupos da Copa Africana de Nações precisando vencer para confirmar o primeiro lugar caso não quisesse contar com outros resultados. Conseguiu mais uma vez, 2 a 0, e terminou à frente de Burkina Faso, Mauritânia e Argélia. Algum torcedor do Grêmio que assistiu ao jogo pode ter pensado que já tinha ouvido falar em Zini, o atacante que marcou o gol que confirmou a vitória. E realmente, em março de 2020, o Imortal Tricolor se interessou e chegou a fazer proposta pelo angolano, que vinha de uma boa Copa do Mundo sub-17, conforme publicou o GE à epóca.

Ambrosini António Cabaça Salvador, o Zini, nascido em Cazenga, na Angola, tinha marcado dois dos quatro gols de sua seleção no Mundial. O selecionado fez parte do grupo do Brasil e caiu nas oitavas de final para Coreia do Sul. O Grêmio contava com um pró, pois a família e o jogador gostavam a ideia de atuar em solo brasileiro pela questão do idioma. O clube gaúcho fez uma proposta de US$ 100 mil (à época R5 558 mil) por 70% dos direitos econômicos do centroavante, mas o 1º de Agosto, time angolano que o revelou, recusou. Naquele momento, tinha contrato até 2024 e multa rescisória por volta de US$ 5 milhões (R$ 28 milhões em 2020).

O negócio com o time brasileiro não foi para frente e ele seguiu no 1º de Agosto, onde só saiu no início de 2023. Inicialmente, por empréstimo ao grego AEK, depois, em junho, em definitivo por 350 mil euros, segundo o Transfermarkt – valor nada próximo da multa de 2020.

Como joga Zini?

O forte e rápido centroavante, de inteligente posicionamento para marcar gols, chegou para fazer parte do time B do AEK, onde marcou um gol em 11 partidas, mas já estreou pelo profissional, atuando 12 vezes, uma entre os titulares, ainda sem balançar as redes.

Após defender a seleção nas categorias de base, estreou na principal em setembro de 2021, então com apenas 19 anos, quando já se destacava no clube angolano, na derrota para Líbia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Já no jogo seguinte virou titular e fez os dois primeiros gols pelo selecionado nas quatro rodadas restantes, mas Angola terminou como lanterna, bem atrás Egito, líder no grupo, que caiu para Senegal no mata-mata em busca de uma vaga no Mundial.

Apesar de um bom início, Zini perdeu espaço nas convocações seguintes e, quando voltou, permaneceu como reserva, como no jogo da última terça-feira (23), pela CAN. Ele saiu do banco para mostrar sua principal característica: o faro de gol. Apareceu na pequena área para mandar para as redes um rebote do goleiro Hervé Koffi, que soltou o chute de Jérémie Bela.

Nas oitavas da CAN, a Angola, que já faz história por vencer duas na fase de grupos, algo inédito, pegará o terceiro dos grupos B, E ou F. Em sua nona participação na competição continental, os Palancas Negras querem mais do que as quartas de final de 2008 e 2010, suas melhores campanhas até hoje. Vale citar que o treinador é o português Pedro Gonçalves, que treinou Zini no Mundial sub-17 em 2019.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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