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Asamoah Gyan se aposenta aos 37 anos: “É hora de pendurar as chuteiras e a camisa na glória”

Ex-capitão dos Estrelas Negras, Asamoah Gyan brilhou na Copa de 2010 e teve uma carreira respeitável por clubes

O atacante Asamoah Gyan anunciou a sua aposentadoria do futebol profissional, aos 37 anos, depois de uma carreira gloriosa tanto em clubes quanto na seleção ganesa. Foram 20 anos de carreira em que passou por Itália, França, Inglaterra, Emirados Árabes, China e Turquia, além de ter disputado três Copas do Mundo.

“Quero aproveitar esta grande oportunidade, um estádio que é muito difícil em toda carreira de jogador, um momento que os jogadores não querem, mas quando a natureza avisa, aquela voz fina que fica ecoando em suas orelhas… É o momento. Aquela voz está clara nos meus ouvidos e eu sucumbi a ela, é o momento. É o momento de pendurar as chuteiras e a camisa em glória e me aposento oficialmente do futebol”, afirmou o jogador.

“Mas novamente, eu estou mentalizado pelas visões compartilhadas por grandes homens de negócio e gurus do esporte, ‘não deixe o seu amor’. Junto com meus empresários, iremos continuar encorajando jovens talentos como fizemos no torneio sub-16 Babyjet em que 1.200 jovens jogadores da África Ocidental mostraram seus talentos na TV ao vivo”, continuou Gyan.

“Novamente, colocarei minha experiência e conhecimento nos campos de treinamento, negócios do futebol e buscar talentos. Quero agradecer meu amado país, Gana, minha família, meus colegas da escola, aqueles da seleção de 2002 até hoje, companheiros de clubes, técnicos e todo mundo que teve um papel na minha carreira como jogador. Eu digo obrigado. Deus abençoe a todos”, finalizou o jogador.

O jogador estava sem atuar regularmente há um ano e meio, depois de deixar o Legon Cities, de Gana. Antes, tinha atuado brevemente pelo NorthEast United, da Índia. Seu último clube mais relevante foi o Kayserispor, da Turquia, que jogou de 2017 até 2019.

Sua carreira começou no Liberty, de Gana, mas foi na Udinese, em 2003, que ele ganhou os campos europeus. Jogou também pelo Modena, Rennes, Sunderland, Al Ain, SH SIPG, da China, Al Ahli, dos Emirados Árabes, e por fim jogou no Kayserispor, antes das suas aventuras na Índia e de volta ao seu país.

O seu momento mais conhecido é, sem dúvida, a Copa do Mundo de 2010, pelos bons e pelos maus motivos. A primeira Copa do Mundo disputada na África teve Gana como uma das grandes histórias. Sorteada para o Grupo D, Gana ficou em segundo, atrás apenas da potência, Alemanha, com uma vitória, um empate e uma derrota.

Nas oitavas de final, Gana venceu os Estados Unidos, em um jogo duríssimo, por 2 a 1. Nas quartas de final, um momento para a história. Depois do empate por 1 a 1 com o Uruguai no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. No último minuto do segundo tempo da prorrogação, Luis Suárez tirou com a mão uma finalização de Dominic Adiyiah. Um pênalti que poderia colocar uma seleção africana na semifinal pela primeira vez. Só que Asamoah Gyan bateu para fora. Nos pênaltis, o Uruguai venceu e avançou.

Asamoah Gyan ainda jogou a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Gana não chegou à Copa do Mundo de 2018. Mesmo sem conseguir jogar por clubes, ele anunciou em agosto de 2022 que se preparava fisicamente para estar à disposição para jogar a Copa do Mundo de 2022. No fim, ele não esteve na lista de 26 convocados para jogar no Catar. Neste dia 20 de junho, terça-feira, ele anunciou em suas redes sociais a aposentadoria.

Asamoah Gyan é o maior artilheiro africano em Copas do Mundo, com seis gols, sendo um em 2006, três em 2010 e dois em 2014. É também o jogador com mais partidas por Gana, com 109, com 51 gols marcados, uma marca também notável.

Sua carreira fora dos campos já tem encaminhamento. Asamoah Gyan tirou a licença B da Uefa em novembro de 2022, já prevendo a sua pós-carreira. Certamente deixa os gramados como uma lenda do futebol africano e mundial, com momentos que serão lembrados. Brilhou intensamente pela sua seleção e em Copas do Mundo, o que nunca é fácil para ninguém.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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