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Apesar de atentado, a CAN vai continuar

A Copa Africana de Nações vai continuar como planejada, apesar do ataque ao ônibus da seleção de Togo nessa sexta-feira. Foi o que afirmou a Confederação Africana de Futebol (CAF). “Nossa preocupação com os jogadores é grande, mas o campeonato vai seguir adiante”, foi o que disse o diretor de comunicação da entidade, Souleymane Habuba.

A tragédia aconteceu dois dias antes do início do torneio. Homens armados fizeram uma emboscada e dispararam contra o ônibus de Togo quando atravessava a fronteira do Congo com a Angola, na província de Cabinda, que luta para se tornar independente. O ataque foi assumido pela FLEC, Força de Libertação do Enclave de Cabinda. A Federação Togolesa de Futebol anunciou que o motorista do ônibus morreu e outros nove passageiros ficaram feridos.

Habuba disse que o vice-presidente da CAF viajou de Luanda para Cabinda, a fim de descobrir em primeira mão o que aconteceu exatamente. “Nós precisamos saber todos os detalhes, não temos tudo ainda. Não podemos tirar todas as nossas conclusões baseadas no que a imprensa apurou”.

Habuba falou, no entanto, sobre o fato da seleção de Togo ter viajado de ônibus e não de avião para a Angola, ao contrário do que as outras 15 seleções do torneio fizeram. “O regulamento da CAF é claro, os times deviam viajar de avião e não de ônibus”.

No entanto, a Federação Internacional dos Jogadores de Futebol Profissional (FIFPro) disse que os organizadores “devem desvendar tudo o que aconteceu, e garantir segurança aos atletas e às pessoas que os acompanham”. “O futebol é um instrumento de paz, não deveria ser usado como um veículo para violência gratuita, independentemente das reivindicações que possam existir por trás disso”, disse a FIFPro.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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