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Agredido no Togo, Kanouté faz apelo por punições

O atacante Frédéric Kanouté, do Sevilla, fez um apelo às autoridades do futebol por punições aos responsáveis pelos incidentes de violência após a vitória de Mali por 2 a 0 sobre o Togo, semana passada, em Lomé, pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações. O resultado classificou Mali para a fase final da competição, ano que vem, em Gana, e eliminou os togoleses.

Depois do fim da partida, torcedores do Togo invadiram o campo e agrediram jogadores de Mali. Mamady Sidibé, que atua pelo Stoke City, da Inglaterra, levou uma facada no braço. Kanouté teve de levar pontos nas costas depois de ser atingido com um golpe de cinto.

“Pessoas começaram a invadir o campo”, contou Kanouté em entrevista coletiva nesta terça-feira. “No início estávamos um pouco nervosos, mas não parecia nada sério. Mas a situação piorou, e tivemos de correr para os vestiários, mas não sabíamos para onde ir porque estávamos no meio do campo. Então começaram a nos agredir. Foi a pior experiência que já vivi”.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) vai discutir os indicentes nesta quinta-feira, em uma reunião em Acra, mas Kanouté acredita que melhor seria se a Fifa interviesse.

“É trabalho para a Fifa. Estou certo de que eles farão algo, nós precisamos fazer algo. Se tivesse acontecido em Mali, eu diria a mesma coisa. Não se pode permitir que isso aconteça, é preciso haver punições”, disse o atacante.

Kanouté fez questão de ressaltar que não se trata apenas de um problema relativo à África. Ele citou o incidente verificado em um clássico entre Sevilla e Betis na última temporada, quando o técnico Juande Ramos, do Sevilla, ficou inconsciente após ser atingido na cabeça por uma garrafa.

“Na Europa é a mesma coisa. Talvez a polícia seja melhor organizada e os torcedores não possam invadir o campo, mas também poderia acontecer aqui”, concluiu.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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