“Guerra em Mali aumenta nossas forças”, diz Keshi
A seleção de Mali disputará as semifinais da Copa Africana de Nações com uma obrigação maior que a de seus adversários. O país vive um conflito civil que se intensificou nas últimas semanas, com rebeldes islâmicos tentando tomar o poder de militares que se instalaram no poder. Além da taça, a conquista valeria também a alegria da população em meio à guerra.
Técnico da Nigéria, Stephen Keshi reconhece o potencial motivador que o conflito tem para os jogadores malineses. Adversário nesta quarta-feira, o treinador passou pelo comando da seleção de Mali entre 2008 e 2010, disputando a Copa Africana daquele ano com a equipe.
“É uma grande vergonha o que está se passando em Mali. É um grande país, com pessoas maravilhosas e um lugar que eu amo. Eu sei o que os jogadores estão pensando e disto que eles estão tiram suas forças, seu espírito. Eles pensam que, independente do que esteja acontecendo, o que eles podem fazer é colocar um sorriso de volta no rosto das pessoas”, declarou Keshi.
Segundo os jogadores de Mali, a guerra não atrapalhou a preparação do time para a Copa Africana, embora a tensão com a situação vivida no país fosse natural. As Águias se classificaram na segunda colocação do Grupo B e eliminaram a anfitriã África do Sul nos pênaltis durante as quartas de final.



