República Tcheca x Irlanda – Palpites, notícias e odds (26/03)
Veja os palpites do especialista Trivela para República Tcheca x Irlanda pelas Eliminatórias da UEFA para Copa do Mundo 2026
A duas vitórias de uma preciosa vaga na Copa do Mundo de 2026, República Tcheca e a Irlanda se enfrentarão em Praga, nesta quinta-feira (26), pela semifinal da Repescagem das Eliminatórias Europeias. O duelo vai acontecer na Fortuna Arena e a bola vai rolar a partir das 16h45 (horário de Brasília).
O prêmio para a classificação é sediar o confronto entre Dinamarca e Macedônia do Norte na próxima semana, valendo a vaga para o torneio mundial deste ano.
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Prévia da partida
A República Tcheca alcançou a sua segunda campanha consecutiva de eliminatórias chegando aos playoffs. Em 2022, foi eliminada pela Suécia na semifinal. Desta vez, chegam também por uma rota acidentada: perderam o primeiro lugar no Grupo L para a Croácia após uma derrota por 2 a 1 para as Ilhas Faroé — resultado que custou o emprego de Ivan Hašek. A instabilidade no comando foi resolvida com a chegada de Miroslav Koubek, ex-técnico do Viktoria Plzen e do Slavia Praga.
Koubek herda uma equipe experiente e um retrospecto doméstico que inspira confiança. A República Tcheca está invicta nos últimos 17 jogos de qualificação em casa, com 13 vitórias desde a derrota para a Alemanha há quase nove anos. Jogar em Praga, portanto, é uma vantagem considerável — e o novo técnico sabe que duas vitórias em casa seriam suficientes para garantir a vaga na Copa do Mundo e um grupo com Coreia do Sul, África do Sul e o México, anfitrião.
O acesso ao torneio estaria assegurado num grupo que, no papel, oferece possibilidades reais de avanço para a fase eliminatória. Para isso, Koubek conta com pilares conhecidos como Vladimir Coufal e Tomas Soucek, além do artilheiro Patrik Schick — quatro gols em seis jogos de qualificação pelo Bayer Leverkusen —, que deve liderar o ataque tcheco nesta semifinal decisiva.
A pressão sobre a República Tcheca, no entanto, não é menor do que sobre a Irlanda. Perder a classificação para uma segunda Copa consecutiva, desta vez em casa, seria um baque difícil de absorver para um futebol que ainda vive da memória da geração de ouro dos anos 1990. Koubek sabe que a torcida de Praga exige uma resposta — e que o apoio do Estádio Sinobo pode ser o fator decisivo numa semifinal que promete ser resolvida nos detalhes.
À beira de mais um fracasso nas eliminatórias, a Irlanda conseguiu uma virada tardia e espetacular. Três vitórias consecutivas no final do Grupo F mantiveram o sonho vivo: primeiro um nervoso 1 a 0 sobre a Armênia, depois uma virada sobre Portugal com dez jogadores em Dublin graças a um doblete de Troy Parrott, e por fim um hat-trick do mesmo atacante contra a Hungria, com o gol da vitória nos acréscimos em Budapeste provocando cenas de euforia.
Os Boys in Green chegam a Praga precisando replicar esse mesmo espírito guerreiro para seguir na corrida. O objetivo é alcançar a primeira Copa do Mundo desde Coreia/Japão 2002, quando a Irlanda chegou às oitavas de final numa campanha memorável. O caminho até lá, no entanto, exige algo que a seleção não faz desde março de 2007: quatro vitórias competitivas consecutivas.
E o primeiro obstáculo é histórico — a Irlanda venceu apenas uma vez em nove visitas ao próximo destino, incluindo jogos contra a antiga Tchecoslováquia. O confronto direto entre os dois países, desde a dissolução do antigo país, pende para o lado tcheco: três vitórias contra duas irlandesas.
O último encontro foi num amistoso em fevereiro de 2012, encerrado em 1 a 1. Para Heimir Hallgrímsson, o recado de Parrott e companhia em Budapeste foi poderoso — mas reproduzir aquele nível de desempenho fora de casa, num estádio adversário, contra uma equipe invicta há 17 jogos como mandante nas Eliminatórias, é um desafio de outra magnitude.
Para a Irlanda, a campanha desta semana tem um sabor especial e doloroso ao mesmo tempo. O clube dos eliminados nas fases decisivas — 1966, 1998, 2010, 2018 — é um fantasma que o futebol irlandês quer exorcizar de vez. A única classificação via playoff veio em 2002, após a polêmica viagem a Teerã para eliminar o Irã. Desta vez, o cenário é Praga — e quatro vitórias seguidas seriam o feito mais extraordinário desta geração.
Notícias das equipes
Hallgrímsson convocou 25 jogadores para a viagem a Praga — e uma eventual final em Dublin cinco dias depois —, com o capitão Nathan Collins confirmado após disputar todos os minutos desta campanha de qualificação. O vice-capitão Seamus Coleman pode entrar para a lista dos oito jogadores de linha mais velhos a atuar pela Irlanda se for escalado. Robbie Brady também retorna após se recuperar de lesão.
As baixas mais sentidas são Festy Ebosele e Liam Scales, ambos suspensos. Ryan Manning deve assumir a lateral esquerda no lugar de Scales. No ataque, Parrott chega com 34 gols na temporada entre clube e seleção — mas não terá ao seu lado Evan Ferguson, que desfalca com uma lesão no tornozelo.
Do lado tcheco, Koubek contará com veteranos como Coufal e Soucek, enquanto Vaclav Cerný recusou a convocação por razões familiares e Tomaš Cvancara foi preterido — com o novo técnico questionando publicamente o comprometimento do atacante do Celtic.
Adam Hlozek segue fora por problema físico, mas o goleiro Lukás Hornícek foi chamado pela primeira vez após se destacar na campanha do Braga até as quartas de final da Liga Europa.
Provável escalação da República Tcheca:
Matej Kovar; Vladimir Coufal, Martin Vitik, Robin Hranac, Ladislav Krejci e Jaroslav Zeleny; Lukas Cerv, Tomas Soucek e Adam Karabec; Lukas Provod e Patrik Schick. Técnico: Miroslav Koubek.
Provável escalação da Irlanda:
Caoimhin Kelleher; Séamus Coleman, Jake O’Brien, Nathan Collins, Dara O’Shea e Ryan Manning; Jayson Molumby, Jack Taylor (Josh Cullen) e Finn Azaz; Chiedozie Ogbene e Troy Parrott. Técnico: Heimir Hallgrimsson.
Dicas de palpites para República Tcheca x Irlanda
Palpite 1
VS 
Ambos marcam
1,90
Palpite 2
VS 
Mais de 8,5 escanteios
1,55
Palpite 3
VS 
Menos de 5,5 cartões
1,50
A República Tcheca entra em campo com o poderoso retrospecto de 17 jogos invictos em casa nas eliminatórias e o apoio da torcida de Praga — ingredientes que fazem dos tchecos os favoritos naturais para avançar. Koubek tem em Schick o jogador capaz de decidir, e a consistência defensiva do time dá ao treinador uma base sólida para montar uma equipe difícil de ser batida.
A Irlanda, por sua vez, chega embalada pelo fenômeno Troy Parrott e com a alma de quem acredita que desta vez pode ser diferente. A ausência de Ferguson pesa, mas o espírito do hat-trick em Budapeste ainda está vivo no grupo. Os Boys in Green têm argumentos para complicar a vida dos anfitriões — e a história dos playoffs irlandeses mostra que este grupo não desiste enquanto o jogo não termina.
Apostamos num duelo equilibrado que o tempo normal não resolve. A República Tcheca, mais sólida em casa e com a experiência de um elenco rodado, deve levar a melhor na loteria dos pênaltis, principalmente pelo ótimo momento vivido por Matej Kovár.


