O circuito de despedida de Steven Gerrard continua. No próximo final de semana, o capitão fará seu último jogo pelo Liverpool, e o clube prepara um documentário sobre a história dele, com declarações de ícones do futebol, como Zidane, que não economizou nos elogios ao camisa 8.

LEIA MAIS: Koke: “Gostaria de ser um Gerrard para o Atlético de Madrid”

Principalmente, Zidane exaltou a personalidade de Gerrard, uma estrela do futebol inglês que no geral não criou polêmicas ou deu declarações intempestivas, como anda sendo tão comum. Não esqueceu das habilidades de liderança do jogador, capaz, segundo o francês, de inspirar os companheiros e fazê-los jogar melhor, capaz de lutar durante os 90 minutos.

Zidane também disse que depois da Eurocopa de 2004 (foto), voltou ao Real Madrid pedindo a contratação dele, mas o clube espanhol foi tão bem sucedido quanto todos os outros que tentaram fazer convencer Gerrard a trocar o amor por troféu e dinheiro.

Não sei vocês, mas, entre as muitas coisas que um jogador de futebol pode ganhar na carreira, ser comparado ao Zidane é uma das que eu mais valorizaria.

“Sempre gastei muito tempo pensando nele e não posso dizer isso sobre todos. Por que gostava tanto dele? Talvez houvesse algo sobre ele que me lembrava um pouco de mim mesmo. Ele fazia muito barulho dentro do gramado, mas era quieto fora dele. Significava que era alguém com os pés no chão e sensato fora do jogo, que dizia apenas o que precisava dizer. Ele preferia falar no campo, usando a sua voz, seu espírito combativo e acima de tudo sua habilidade com a bola que poderia fazer a diferença em uma partida.

Gostaria muito de ter jogado ao lado dele. Mas ele sempre se manteve leal ao seu clube, o Liverpool, o clube do seu coração. Essa é outra característica particular dele. Eu não acho que haja muitos jogadores que passaram a carreira inteira em um único clube.

Ele é simplesmente um jogador raro, e preciso voltar ao seu espírito combativo porque ele tem uma técnica soberba e é ótimo com a bola nos pés, mas misturou isso com muita vontade de lutar em tudo que fez. E ele liderou todos os outros e os inspirou a jogarem melhor e fazerem mais.

Para mim, é um jogador excepcional, diferente do típico inglês do qual falamos tanto. Luta do primeiro minuto ao 90º e nunca alivia. O que o fez tão diferente dos outros jogadores foi a capacidade de iluminar um jogo com sua habilidade e técnica. Essa era a diferença.”