O Genoa foi o primeiro clube a ter um surto no Campeonato Italiano, com 22 infectados, sendo 17 deles jogadores e outros cinco funcionários. O time entrou em campo no dia 27 de setembro contra o Napoli. Com o elenco em quarentena, o jogo do último fim de semana, que seria contra o Torino, foi adiado. Não havia nem os 13 jogadores para o jogo, como especifica o protocolo da Serie A. O lateral Davide Zappacosta contou sobre como começou o surto e alertou que isso poderia acontecer com qualquer clube.

“Tudo começou com Mattia Perin, que testou negativo no dia anterior a ele ter sintomas”, afirmou o jogador em entrevista ao L’Equipe. “Ele foi mandado para isolamento assim que testou negativo, mas naquele momento, ele já tinha contaminado alguém no vestiário. Foi assim que tudo começou. Os swabs [tipo de exame] seguintes que nós tivemos depois todos vieram negativos, mesmo que alguns de nós, eu incluído, já tínhamos contraído o vírus”.

Peris e o meio-campista Lasse Schone foram os primeiros a dar positivo para COVID-19 no Genoa, foram isolados e não viajaram para a partida contra o Napoli. O Grifone perdeu por 6 a 0 no Estádio San Paolo. “Nós não tínhamos escolha, tínhamos que ir para Nápoles porque o jogo tinha sido confirmado”.

“A preparação para o jogo foi complicada. Nós tivemos [exames] swabs à 1h da manhã na noite anterior ao jogo e nós pegamos o avião pela manhã. Eu não dormi bem e eu não me senti bem, embora eu não tivesse febre. O jogo foi duro, também porque o Napoli é um time mais forte”.

Na semana seguinte, foi o Napoli que passou a ter dois infectados. Isso levou a uma confusão enorme no último fim de semana, com o Napoli proibido de viajar para o jogo contra a Juventus em Turim, que seria no dia 4 à noite no horário local. Ainda não se sabe o que será feito, mas se cogita a perda de um ponto ao Napoli, mas com o jogo sendo remarcado. Ainda há a possibilidade de uma punição por WO, o que levaria a um 3 a 0 para a Juventus, mas é algo pouco cogitado no momento.

“Nós costumávamos ter swabs a cada três dias e um exame de sangue de anticorpos uma vez por semana. O problema é que você pode testar negativo na segunda, fazer o teste na terça, e descobrir que está positivo na quinta. Durante esse tempo, você gastou três dias com o resto do time”, contou Zappacosta.

“Swabs não são tão precisos. Isso poderia ter acontecido a qualquer outro time. Aconteceu com Zlatan Ibrahimovic no Milan, mas ele não contaminou mais ninguém. Talvez a carga viral de Perin fosse mais alta”, continuou o lateral.

Para ele, é preciso fazer mudanças na forma como o protocolo é aplicado. “O risco é alto, as pessoas pensam que nós deveríamos viver dentro de barricadas, mas nós também temos família e filhos pequenos. Se o risco é alto, novas soluções precisam ser encontradas. Você pode pegar o vírus em qualquer lugar, até no posto de gasolina”, disse o jogador.

Segundo informado pelo próprio Genoa, os 17 jogadores infectados testaram positivo novamente. Os jogadores infectados são Valon Behrami, Davide Biraschi, Petar Brlek, Francesco Cassata, Domenico Criscito, Mattia Destro, Lukas Lerager, Darian Males, Federico Marchetti, Filippo Melegoni, Luca Pellegrini, Mattia Perin, Marko Pjaca, Ivan Radovanovic, Lasse Schone, Miha Zajc e Davide Zappacosta.

Como estamos em data Fifa, o próximo jogo do Genoa está marcado apenas para o dia 18 de outubro, contra o Verona, fora de casa.